Os álbuns em que Ozzy Osbourne se vingou do Black Sabbath; "Vou mostrar a eles como se faz!"
Por Bruce William
Postado em 02 de outubro de 2025
Quando Ozzy Osbourne foi dispensado do Black Sabbath, muitos pensaram que aquele seria o fim de sua carreira. Afundado em álcool e drogas, o vocalista parecia incapaz de se reinventar. Mas a história do "Príncipe das Trevas" ganhou outro rumo: com apoio de Sharon Osbourne e, principalmente, com a chegada do jovem guitarrista Randy Rhoads, ele iniciou uma fase solo que não apenas o salvou, mas também mudou a história do heavy metal.
O primeiro passo foi "Blizzard of Ozz", lançado em 1980. O disco mostrou que Ozzy não havia perdido a força criativa, mas sim encontrado uma nova energia. Faixas como "Crazy Train" exibiam uma vibração mais positiva que qualquer coisa feita no Sabbath, sem perder a intensidade. A parceria com Rhoads trouxe um frescor melódico e técnico que colocou o álbum entre os grandes marcos do gênero.
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Em seguida veio "Diary of a Madman", de 1981, que levou essa ousadia a outro nível. A influência de Rhoads em progressões clássicas e elementos de jazz elevou o som, criando uma atmosfera sombria e sofisticada. Ozzy se divertia em estúdio, mas admitiu carregar um sentimento de revanche: "Aqueles dois primeiros álbuns foram minha vingança por ter sido demitido do Sabbath. Pensei: 'Vou mostrar a eles como se faz!'", disse o saudoso vocalista, em entrevista com a Guitar World.

A tragédia atingiu em 1982, quando Randy Rhoads morreu em um acidente de avião. Mesmo abalado, Ozzy seguiu em frente. Em 1983, lançou "Bark at the Moon", já com Jake E. Lee na guitarra. O disco trouxe uma pegada mais acessível e uma estética quase cartunesca na capa, mas manteve a aura sombria que sempre o acompanhou.
Nos anos seguintes, com Zakk Wylde assumindo a guitarra, Ozzy voltou a emplacar sucessos como "No Rest for the Wicked" e "No More Tears". Já não havia a mesma chama de revanche contra seus antigos colegas, mas sim a consolidação de uma carreira solo robusta, com sucessos que caminharam lado a lado com seu legado no Sabbath.
O que começou como desforra acabou se tornando um dos capítulos mais importantes do heavy metal. Ao ouvir faixas como "Over the Mountain" ou "Mr. Crowley", não se escuta um artista amargo, mas sim alguém que soube se reconstruir e erguer sua própria mitologia. Se o Sabbath foi o ponto de partida, os primeiros álbuns de Ozzy provaram que ele também podia reinar sozinho.
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