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O show prometia ser uma confraternização de beatlemaniacos saudosos pela luminosidade mágica que só um beatle reluz. E de fato, o show inteiro foi em um clima calmo e agradável, como um piquenique, tendo boa parte do povo estirado na grama e curtindo prazerosamente. O PNC Art Center é um bonito e agradável anfiteatro construído em uma colina, permitindo boa visibilidade do palco, mesmo da última fila. Tem uma parte coberta com cadeiras e no lugar de uma arquibancada, oferecem o gramado da própria colina, a céu aberto. A casa estava repleta de crianças que, graças a um acordo promocional entre o PNC e a produtora representando Ringo, permitiu a entrada gratuita para menores de doze anos acompanhados dos pais. Isto reforçou ainda mais o ar relaxante e familiar que se fez sentir durante toda esta tarde de verão.
O show abre com "Photograph" sendo aplaudida de pé a entrada de um Ringo, aos sessenta e um anos de idade, que continua cantando bem, com sua voz caracteristicamente anasalada. Ele emenda em seguida com "Act Naturally", a primeira da noite entre aquele material considerado repertório Beatle, gerando ainda mais aplausos e cantoria do publico animado. Ringo é o eterno "boa praça", ideal para ser o mestre de cerimonias desta banda, que oferece uma pequena seleção de personagens famosos no meio musical.


Você pode estar pensando, "Puxa, e o Ringo? O que sobrou para ele?" e eu te respondo, em um show de duas horas e pouco, Ringo canta um total de doze musicas, cinco dos quais, repertório dos Beatles. Bem divididos em momentos espaçados, permitindo assim um descanso razoável para sua voz, Ringo cantou "Boys", "You're Sixteen", "Yellow Submarine", "I'm The Greatest", "No No Song", "Back Off Boogaloo", e "I Wanna Be Your Man", fechando o show com " It Don't Come Easy". Quanto a detalhes técnicos, o som estava perfeito, como normalmente acontece no PNC. Em dois momentos Ringo chegou a se queixar aos técnicos que o volume do baixo estava excessivamente alto para ele, porém para o público, o problema não chegou a incomodar.
Estando em pleno verão, e apesar do calor fenomenal, ainda mais debaixo dos holofotes, Ringo brinca com o publico, anunciando que... "normalmente eu e a banda deixaríamos o palco agora, aguardaríamos alguns minutos enquanto vocês (o público) enlouquecem, e voltaríamos em seguida. Porém está quente demais para isto, portanto eis o bis" que consistiu em apenas duas músicas, seguindo rigorosamente o programa de toda a excursão até aqui. A primeira, "Don't Go Where The Road Don't Go" de seu disco solo "Time Takes Time" lançado em 1992 e fechando a noite, o querido e antológico "With A Little Help from My Friends". A banda sai do palco e ao que consta, enquanto parte do povo ainda esta aplaudindo, Ringo já está subindo em uma van e seguindo direto para o seu hotel, evitando assim o trânsito. Enquanto eu me preparo para a minha odisséia da volta para casa, não posso deixar de reparar os sorrisos nos rostos dos demais, aguardando como eu o trem chegar. Ninguém está muito agitado. Estamos todos na paz de Ringo.
Beatle power - Yeah!
O repertório desta noite:
Photograph (Ringo Starr)
Act Naturally (Ringo Starr)
In the Court of the Crimson King (Greg Lake)
Logical Song (Roger Hodgson)
No One Is To Blame (Howard Jones)
Cleavland Rocks (Ian Hunter)
Love Bizarre (Sheila E)
Boys (Ringo Starr)
Give a Little Bit (Roger Hudgson)
You're Sixteen (Ringo Starr)
Yellow Submarine (Ringo Starr)
Karn Evil Nine (Greg Lake)
I'm the Greatest (Ringo Starr)
No No Song (Ringo Starr)
Back Off Boogaloo (Ringo Starr)
Things Can Only Get Better (Howard Jones)
Glamourous Life (Sheila E)
I Wanna be Your Man (Ringo Starr)
Lucky Man (Greg Lake)
Everlasting Love (Howard Jones)
Take the Long Way Home (Roger Hodgson)
All the Young Dudes (Ian Hunter)
It Don't Come Easy (Ringo Starr)
Bis:
Don't Go Where The Road Don't Go (Ringo Starr)
With a Little Help (Ringo Starr, Max Weinberg na bateria)
* Fotos do site oficial de Ringo Starr
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
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Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.
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