O clássico dos Beatles que John Lennon achava que combinava mais com os Wings do Paul
Por Bruce William
Postado em 27 de abril de 2025
Antes mesmo do lançamento de "Let It Be", os Beatles já enfrentavam momentos de tensão e desgaste interno. As sessões de gravação, inicialmente realizadas nos estúdios da Twickenham Film, acabaram se tornando um retrato da distância emocional entre os integrantes, capturada pelas câmeras que documentavam cada passo do processo.
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Embora o clima nos bastidores não fosse dos melhores, "Let It Be" conseguiu reunir algumas das últimas grandes músicas da banda. Entre elas, estão composições de John Lennon como "Across the Universe" e "Dig a Pony". No entanto, os maiores destaques acabaram vindo de Paul McCartney, especialmente a faixa-título, que, com sua balada poderosa, tornou-se o cartão de visitas do álbum.
Apesar da popularidade de "Let It Be" entre o público, a recepção entre os próprios Beatles foi menos entusiasmada. Em entrevista a David Sheff em 1980 (via Far Out), John Lennon foi direto ao comentar sobre a música: "Nada a ver com os Beatles. Poderia ter sido Wings. Eu não sei o que ele estava pensando quando escreveu 'Let It Be'." Na visão de Lennon, McCartney buscava algo no estilo de um grande sucesso do Simon & Garfunkel: "Acho que ele queria escrever um 'Bridge Over Troubled Water'. Essa é a minha impressão, embora eu não tenha nenhuma base concreta para afirmar isso."
A comparação feita por Lennon sugere que ele via "Let It Be" como uma música grandiosa e emotiva, mas distante da essência que o grupo havia cultivado em seus anos anteriores. A própria estrutura da música, com seu tom de balada espiritual, apontava para caminhos que McCartney exploraria mais tarde em sua carreira solo com os Wings.
A gravação de "Let It Be" também passou por transformações até chegar ao público. Inicialmente concebido como um projeto mais cru e direto, o álbum acabou recebendo a intervenção do produtor Phil Spector, que adicionou arranjos orquestrais e um toque mais grandioso às faixas. Anos depois, incomodado com o resultado final, McCartney lançaria "Let It Be... Naked", uma versão revisada que procurava resgatar a sonoridade mais simples que ele havia imaginado originalmente.
A percepção de Lennon sobre "Let It Be" revela não apenas sua crítica à música em si, mas também as diferenças de visão artística que já separavam os Beatles naquela época. Para ele, a faixa parecia apontar mais para o futuro solo de McCartney do que para a história coletiva da banda que revolucionou o rock.
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