Lobão coloca dois álbuns de rock nacional obrigatórios junto com Led Zeppelin e Black Sabbath
Por Bruce William
Postado em 27 de abril de 2025
Em um corte do canal FlowNews, pediram para Lobão indicar cinco álbuns de rock que todo mundo deveria escutar pelo menos uma vez na vida, e ele respondeu:
"Poxa, eu acho que tem que ter o Bauretz do Mutantes" ("Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets" de 1972), "tem que ter... considero o 'Clube da Esquina' um disco de rock, então eu receito o 'Clube da Esquina', o disco do Humble Pie chamado 'Smokin', receito o disco 'Led Zeppelin IV' e 'Black Sabbath', o primeiro do Black Sabbath".
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Lobão tem um apreço muito grande sobre o Clube da Esquina, a ponto de ter dito em outra ocasião: "O melhor disco, não só de Rock, o melhor disco de música popular brasileira, o melhor disco do mundo, o melhor disco de todos os tempos é o 'Clube da Esquina', que é o disco que eu acho o disco de Rock mais criativo, não só do Brasil como do mundo todo também. Eu acho que ele bate até o 'Sgt. Peppers'", se referindo ao "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles.
Em outra participação, desta vez no podcast Ticaracaticast, Lobão explicou como enxerga a chamada "época de ouro do rock" e qual disco, para ele, marca o encerramento dessa era. Segundo ele, o auge do gênero se deu entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970, refletindo um espírito de época muito particular.
"O 'zeitgeist' é o pensamento, é o espírito de uma época, né? [...] Isso é o 'zeitgeist' de uma época. Então, as pessoas vão procurar aquilo que era a época de ouro do rock. Agora que já tem um distanciamento a gente sabe que aquilo é o filé mignon. Então, quem gosta de música vai pro filé mignon. Aí vai ouvir Raul Seixas, quer ouvir Mountain, Cactus, Humble Pie, Atomic Rooster, essas coisas que a galera gosta. Grand Funk Railroad, Led Zeppelin, Deep Purple, isso tudo é o clássico, como se fosse o século XVIII e século XIX, onde nós temos a época áurea da Música Clássica."
Na visão de Lobão, essa fase se estendeu até meados de 1974. Ele considera que o álbum "The Lamb Lies Down on Broadway", do Genesis, foi o último grande trabalho desse período. "Depois de 74, você não tem mais, a produção se esvai, o 'zeitgeist' muda. O último disco de rock, inclusive, a maior ópera rock de todos os tempos é a do Genesis, 'The Lamb Lies Down on Broadway'." Segundo ele, o disco representou o último grande suspiro do rock progressivo antes da chegada de movimentos como o punk.
Ao comentar a importância de "The Lamb Lies Down on Broadway", Lobão destacou também o papel inovador de outras obras, como "Tommy" do The Who, mas reforçou que o trabalho do Genesis, lançado em 1974, marcou uma virada definitiva no cenário do rock.
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