Kerry King revela o motivo pelo qual Tom Araya quis aposentar o Slayer tão cedo
Por André Garcia
Postado em 29 de abril de 2025
As três maiores bandas de thrash metal eu diria serem (não necessariamente nessa ordem) Metallica, Megadeth e Slayer.
Quando o assunto é baixo, o Metallica perdeu seu baixista mais querido, Cliff Burton, já seu seus primeiros anos de estrada. Já Megadeth e Slayer tiveram um mesmo baixista por muito mais tempo — o primeiro teve David Ellefson de 1983 a 2002, e de 2010 a 2021; o segundo teve Tom Araya desde sempre.
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A diferença é que o Megadeth seguiu em frente após Ellefson ser demitido em 2021. Já o Slayer encerrou suas atividades em 2019 quando Araya não estava mais afim de viver em turnê. A banda até voltou a tocar, mas apenas para apresentações avulsas aqui e ali, nada mais.
Conforme publicado pela Far Out Magazine, em recente entrevista para Luiz Cesar Pimentel o guitarrista Kerry King (membro do Slayer desde sempre, assim como Araya) falou sobre o motivo que levou seu ex-parceiro a pendurar as chuteiras:
"Acredito que tenha sido o desgaste da estrada, que ele queria ficar em casa. Nenhum de nós [do Slayer] buscava muito os holofotes, mas ele menos ainda. E quando Jeff estava na banda ele era como um eremita. Ele não queria fama. Já eu tolero a fama. Alguém na banda tem que ser esse cara."
"Acho que a morte de Jeff pesou mais sobre Tom do que sobre mim… Acho que foi isso que o levou a querer se aposentar mais cedo do que eu, porque acho que ele sentiu que a banda tinha mudado."
"Eu e Tom nunca falamos a mesma língua. Por exemplo, se eu quero um milkshake de chocolate, ele quer um de baunilha. 'Kerry, qual é a cor do céu?' Azul. 'Tom, qual é a cor do céu?' Branco. Somos simplesmente pessoas diferentes. Quanto mais se passavam os anos, mais isso se tornava aparente."
"Tom e eu não nos falamos pelo telefone. Raramente mandamos mensagens de texto um para o outro. E isso se deve ao fato de que, depois de estarmos juntos por 40 anos, ele se tornou uma pessoa muito diferente. Ele não é mais o cara com quem comecei a banda […] ele é uma pessoa diferente. Basicamente, continuei muito parecido com quem eu era aos 20 e poucos anos. Mas eu gosto do Tom. Estamos de boa."
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