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INK - O Projeto Brazuca de Billy "Biohazard" Graziadei

Por Antonio Rodrigues Junior | Em 30/03/04
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Billy Graziadei se juntou a brasileiros em projeto que promete misturar hardcore e death metal e confessa que, apesar do novo disco do Biohazard estar próximo, o futuro do grupo é incerto.

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O guitarrista e vocalista do Biohazard, Billy Graziadei, esteve recentemente no Brasil trabalhando em sua nova banda, o Ink. Além de Billy, o grupo é formado pelos brasileiros Scream S. (vocal), Cezar “Covero” (guitarra), T.J. (baixo) e Fernando Schaefer (bateria). O conjunto aproveitou a passagem do músico norte-americano pelo País para a composição de canções que devem ser incluídas no álbum de estréia do conjunto.

Apesar de não serem muito conhecidos do grande público, os demais músicos já passaram por grandes bandas. O baterista Fernando Schaefer, por exemplo, já tocou no Korzus e atualmente integra o Rodox e o Pavilhão 9. Já o guitarrista Cezar “Covero” faz parte da banda death metal NervoChaos, da qual o baixista T.J. também já foi integrante.

Durante o mês de janeiro, o quinteto encontrou-se trabalhando nas músicas que deverão compor seu primeiro disco, ainda sem título definido. A Comando Rock esteve em um dos ensaios e conversou com o grupo.

“Temos 12 músicas até agora e devemos compor mais uma ou duas”, confessa Fernando. “Nossos planos são de fazer alguns shows pelo Brasil e depois irmos ao estúdio de Billy (em New Jersey, EUA) gravar o CD. Com o disco em mãos iremos a busca de uma gravadora.”

Esse intercâmbio entre os músicos nacionais e o conhecido Billy Graziadei iniciou há alguns anos, quando ele e Fernando se encontraram pela primeira vez. Esse encontro transformou os dois em amigos e agora em colegas de grupo.

“A primeira vez que a gente se conheceu foi quando toquei com o Korzus em Nova York, em 96”, conta Fernando Schaefer. “Tocaram Korzus, Biohazard e SOD. Depois disso mantivemos contato. Contei sobre a minha banda e lhe mostrei uma demo. Tempos depois ele me ligou e disse que precisávamos de um outro guitarrista. Então ele entrou para o grupo.”

Com a entrada de Billy, o conjunto passou a contar com dois guitarristas. Cada um teve sua experiência musical desenvolvida num estilo diferente – o hardcore e o death metal – e o Ink juntou os dois.

Por parte do Billy, sua experiência veio no Biohazard. A banda foi formada em 88, em Nova York, e até hoje é um dos grupos de hardcore mais cultuados do planeta. Por isso a presença de Billy é tão significativa para o Ink. O músico, que é casado com uma brasileira com quem tem uma filha, contou como está sendo a experiência de tocar com músicos tupiniquins.

“Os brasileiros têm muita paixão por tudo”, diz o americano. “Quando eles estão com raiva ficam com muita raiva. Quando estão felizes ficam muito felizes. Existe muita intensidade e eles passam isso para a música. Seja no Ink, no Sepultura ou no Raimundos. Já os americanos não possuem esse extremo, essa intensidade!”

Outra característica do Ink é seu nome (que em português significa tinta). A escolha do nome foi devido ao fato de todos os integrantes possuírem diversas tatuagens pelo corpo. “O nome é uma analogia ao fato de todos nós sermos tatuados e nossos fãs também. Nós queremos unir a música a isso”, diz o baixista T.J.

Billy Graziadei também confessou que o Biohazard está preparando um novo disco para este ano. Porém, o músico mostra-se mais empolgado em tocar com o Ink do que com a banda que o revelou.

“Estou no Biohazard há 15 anos tocando guitarra. Iremos gravar um disco novo, mas estou tão acostumado com eles que já sei o que fazer. Depois deste disco, não sei o que acontecerá com o grupo. Vivi o Biohazard com muita intensidade, mas fui perdendo isso com o tempo. Agora, com o Ink, estou sentindo essa intensidade novamente.”

Outro integrante que fez revelações interessantes sobre outros trabalhos foi o baterista Fernando Schaefer. O músico é integrante do Rodox, formado por Rodolfo (ex-Raimundos), e do Pavilhão 9. As duas bandas estão preparando novos álbuns para este ano.

Apesar de estar trabalhando nos próximos trabalhos de ambos os grupos, Fernando também não está satisfeito, querendo mesmo seguir com o Ink. O músico pensa seriamente em abandonar esses projetos.

“Eu continuo com o Rodox e o Pavilhão 9, mas o que quero mesmo é tocar com o Ink. Se começar a aparecer muitos trabalhos, vou dar prioridade para o Ink. Inclusive já tenho alguns amigos bateristas que gostariam de entrar no Rodox e no Pavilhão 9.”

Os interessados em conhecer mais sobre o Ink podem acessar o site de Billy (www.billybio.com). A página em inglês traz, além de informações sobre o grupo, cinco músicas do Ink para download.

Mais informações no site www.comandorock.net.

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