"Um imenso iceberg de esterco"; Regis Tadeu e a banda criada por IA que está enganando todos
Por Bruce William
Postado em 02 de julho de 2025
Se você acha que a música já chegou ao fundo do poço, é melhor preparar o estômago. É o que aponta o jornalista e crítico musical Regis Tadeu em um vídeo publicado em seu canal do youtube sob o título "IA Criou uma Banda de Rock e Está Rindo da Sua Cara", onde ele escancara sua indignação com o caso da Velvet Sundown, banda que não existe no mundo real, mas que em menos de um mês conquistou mais de 550 mil ouvintes mensais no Spotify.
"O fim da música, como todos nós conhecemos, está muito próximo", diz ele logo no começo, classificando o fenômeno como "um absurdo intolerável". Segundo Regis, trata-se de uma criação totalmente artificial, fruto de algoritmos que fabricaram músicos, biografia, capas e canções sem qualquer envolvimento humano. E a reclamação vai além do simples incômodo com o uso de tecnologia: Regis trata o episódio como "um soco na cara de qualquer um que ainda acredita no valor do processo artístico genuíno", apontando que os nomes dos integrantes (Gabe Farrow e Lennie West, dois dos citados por ele) são fictícios, assim como as imagens dos supostos músicos, que exibem "rostos simétricos demais, dedos mal formados, posturas impossíveis". Depois ele ainda comenta que as capas dos dois álbuns lançados em junho ("Floating On Echoes" e "Dust And Silence"), teriam sido geradas por ferramentas como Midjourney. "Não há uma foto real, nenhum vídeo, nenhum registro de shows, nenhuma conta nas redes sociais desses caras", afirma.
O sucesso repentino da banda também levanta suspeitas. Regis explica que as músicas foram distribuídas por plataformas como DistroKid, inseridas em playlists de curadores anônimos e até em coleções como "Vietnam War Music", embora não tenham qualquer relação com o tema. Para ele, o crescimento da Velvet Sundown é resultado de uma manipulação algorítmica. "O Spotify amplifica o alcance de projetos como essa banda de araque ao incluir essas músicas em playlists algorítmicas como Discover Weekly", critica. E completa: "Isso não é um bug. Isso é uma falha sistêmica."
Em tom cada vez mais alarmado, ele afirma que o caso não pode ser tratado como mera curiosidade ou fenômeno isolado. "É a ponta de um imenso iceberg de esterco", dispara. Segundo Regis, a indústria pode estar entrando em uma nova fase, onde gravadoras criam dezenas de bandas fantasmas, abastecem as plataformas com faixas genéricas e dominam as paradas com apoio de bots e algoritmos.
Regis vê nisso uma ameaça real à música como arte. Para ele, as canções do Velvet Sundown soam como "um algoritmo tentando imitar emoções sem nunca ter sentido", e os ouvintes que caem nesse tipo de conteúdo estariam "condicionados a consumir música de maneira completamente burra e estúpida". Ele sugere que, se nada for feito, gravadoras podem passar a lançar dezenas de bandas artificiais para dominar as plataformas. No fim, ele conclama o público a reagir: "Você tem que entender: a música como arte que conecta a gente no que há de mais humano está sob ataque(...) e esse futuro não soa nada bem."
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