AC/DC, Maiden e festivais de R$ 3 mil: 1 em cada 4 brasileiros já se endividou por shows
Por Emanuel Seagal
Postado em 29 de dezembro de 2025
Ser headbanger no Brasil pode ser difícil, principalmente para o bolso. A temporada de 2026 traz valores que desafiam o orçamento, especialmente para quem busca as experiências mais exclusivas e os melhores lugares. Um levantamento revela o malabarismo financeiro dos fãs para garantir presença na grade.
Para ver de perto o AC/DC, por exemplo, o fã pode ter que desembolsar até R$ 1.590 por um ingresso. Já para conferir a turnê do Iron Maiden, o valor fica em até R$ 1.200. O cenário se repete nos grandes festivais, que vendem diversas comodidades e experiências. O Bangers Open Air oferece um combo para os dois dias de evento (incluindo Front Row, Lounge, Open Bar e Open Food) que custa R$ 3.380. Já no Monsters of Rock, o "fanzone", que inclui open bar, open food e outras exclusividades, sai por R$ 2.850.

Diante de valores tão altos, uma pesquisa realizada pelo Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box confirmou o que muitos fãs sentem no bolso: 24% dos brasileiros já contraíram dívidas para garantir seu lugar na grade.
O levantamento, realizado entre julho e agosto de 2025, aponta que 38% dos brasileiros não se importam em pagar ingressos caros para assistir aos shows de seus artistas favoritos. Para 44% da população, os preços dos ingressos são o principal empecilho para comparecer aos eventos. Outros fatores logísticos também pesam na decisão: a distância atrapalha 19% do público, enquanto a falta de tempo é citada por 17%.
A pesquisa também detalha o ticket médio do público geral (incluindo shows menores):
- 50% gastam entre R$ 101 e R$ 300 por ingresso.
- 31% topam gastar entre R$ 301 e R$ 500.
- 20% gastam até R$ 100.
Com os grandes eventos concentrados em poucas capitais, o turismo de entretenimento encarece a experiência. Entre os brasileiros que precisam viajar para acompanhar as turnês, 36% gastam, em média, mais de R$ 1 mil extras com transporte, hospedagem e alimentação. Para viabilizar a presença na grade, o parcelamento é a estratégia de 36% dos brasileiros. O cartão de crédito é o método de pagamento mais utilizado (45%), seguido pelo Pix (38%).
Apesar do dado sobre endividamento, há uma parcela considerável do público que tenta se antecipar aos anúncios de line-up: 47% dos entrevistados afirmam guardar dinheiro especificamente para os shows.
Rodrigo Costa, especialista da Serasa em educação financeira, alerta para a importância de não deixar a emoção do anúncio da banda atropelar o orçamento doméstico: "Os festivais de música são experiências únicas, mas também exigem planejamento financeiro. Organizar o orçamento, reservar recursos com antecedência e avaliar formas de pagamento são passos essenciais para aproveitar o evento sem transformar o prazer em dívida."
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