Kiss: o que esperar dos shows no Brasil

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Por Igor Miranda, Fonte: Van do Halen
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Apesar de ser uma banda muito constante e uniforme em suas apresentações, muita água rolou desde a última passagem do KISS pelo Brasil, há três anos e meio. Há alguns fatores que devem ser levados em consideração, principalmente nas últimas apresentações da banda, durante a The Tour, turnê realizada nos meses passados com o Mötley Crüe pela América do Norte. Lembrando que são apenas SUPOSIÇÕES e que posso errar em algum ponto.

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1) Repertório:

É difícil adivinhar qual será o repertório para as apresentações na América do Sul, pois os setlists da turnê com o Mötley Crüe eram reduzidos – as duas bandas eram headliners. Mas como o Brasil fecha a turnê sul-americana, saberemos graças à internet. Por enquanto, o que pode ser especulado é que:

- O lançamento de Monster está marcado para outubro, um mês antes do início da turnê. Durante as turnês dos dois últimos lançamentos da banda, Psycho Circus e Sonic Boom, a banda incluiu apenas três músicas do novo álbum em questão. No caso de Psycho Circus, a faixa título, “Within” e “Into The Void” ganharam espaço nos repertórios, enquanto que com Sonic Boom, as músicas tocadas ao vivo foram “Modern Day Delilah”, “I’m An Animal” e “Say Yeah”. Para este próximo show, devem entrar “Hell Or Hallelujah” e, no máximo, duas outras novas canções. Talvez nada de Sonic Boom seja mantido nesse novo repertório, já que durante a The Tour, não salvaram nada.

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- Entre as velharias, não se deve esperar que os mascarados toquem músicas obscuras, tipo pepitas do (Music From) The Elder ou farofagens dos álbuns da fase Hair Metal que nem na época receberam atenção. A banda tem quase 40 anos de existência e, se não opta por reinventar a roda, 99% dos fãs entendem perfeitamente. Mesmo assim, a banda tem trazido algumas músicas esquecidas pelo tempo nessa última turnê, como “War Machine”, “Makin’ Love” e “Crazy Crazy Nights” – as duas últimas com menos frequência. Em turnês anteriores a esta última, a trupe de Paul Stanley e Gene Simmons apostou em outras pérolas lado B, mas dos primeiros registros.

Repertório do último show do KISS, em Hartford, EUA:

01. Detroit Rock City
02. Shout It Out Loud
03. I Love It Loud
04. Firehouse
05. Hell Or Hallelujah
06. War Machine
07. Shock Me
08. Gene Simmons solo
09. God Of Thunder
10. Love Gun
11. Lick It Up
12. Black Diamond
13. Hotter Than Hell
14. Rock And Roll All Nite

2) Performance:

Não é segredo pra ninguém que Paul Stanley está com a voz gasta. A cirurgia que fez nas cordas vocais não resolveu muita coisa, mas o homem dá uma verdadeira aula de como ser um rockstar no palco. Gene Simmons idem. Tommy Thayer e Eric Singer continuam com performances musicais impossíveis de serem criticadas: ambos são muito técnicos e profissionais. Singer simplificou as linhas de bateria, provavelmente para se assemelhar mais com o som de Peter Criss nos bons tempos, mas nada que tire a sua eficácia enquanto baterista.

Um ponto de destaque é que, por conta das vocalizações (principalmente graças aos problemas recentes do Starchild), a banda vem adotando uma afinação mais grave nos instrumentos de corda. Sendo mais específico: os instrumentos eram afinados meio tom abaixo do padrão/standard (Ré sustenido, D#, Mi bemol ou Eb), agora são afinados um tom abaixo do padrão/standard (D ou ré). Trata-se de uma mudança adotada por muitas bandas de veteranos para proporcionar maior conforto vocal, evitando esforços. É a primeira vez que o KISS utiliza afinações diferentes da padrão ou de meio tom abaixo para shows inteiros em toda a sua carreira – a banda deixou as afinações mais agudas nos seus primeiros shows, em 1973-1974, e durante os anos 1980, mais especificamente de 1982 até 1988.

3) Palco

Desde a turnê do Sonic Boom, o palco do KISS vem sendo cada vez melhor elaborado. É um dos maiores atrativos das apresentações ao vivo do quarteto, pois há muitos aparatos tecnológicos investidos para dar uma sensação única ao público. Não sabemos se o mesmo palco utilizado desde então vai ser mantido mas eu, particularmente, não acharia ruim se fosse o mesmo.

No mais, não se deve esperar um show diferente de caras que estão na estrada há quase 40 anos. O KISS, assim como várias bandas grandes, tem vários fãs mais “chatos” que procuram chifre em cabeça de bode. Não é a hora para eles inovarem repertório, fazerem coisas completamente diferentes do que fizeram a carreira todo. Esta turnê em terras tupiniquins será algo para fãs de KISS, até mesmo admiradores de Rock no geral, pois a banda oferece diversão na essência do termo. Vá para se divertir e não esquente se a faixa 7 do lado B da bootleg de não-sei-das-quantas não vai rolar no repertório.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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