O único membro dos Stones com quem Charlie Watts dizia ter empatia total
Por Bruce William
Postado em 10 de maio de 2025
Charlie Watts nunca foi o típico baterista de rock. Embora tenha dedicado décadas ao som cru e direto dos Rolling Stones, seu coração batia no compasso do jazz. Preferia sutileza à explosão, espaço ao excesso, e talvez por isso mesmo, sempre buscou nos colegas de banda algo além da precisão rítmica: procurava empatia musical.
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Mesmo cercado de figuras fortes como Mick Jagger, Ronnie Wood e, nos primórdios, Brian Jones, foi com Keith Richards que Watts desenvolveu a maior conexão. Não por acaso, Richards era o que menos se importava com as regras tradicionais do virtuosismo. Seus riffs em afinações abertas e sua pegada meio torta sempre buscaram algo mais próximo da sensação do que da técnica. E isso encaixava perfeitamente com a bateria contida e inteligente de Charlie.
Em entrevista dos anos 1990 publicada na Time Is On Your Side (via Far Out), ele foi direto: "Keith Richards é a pessoa mais fácil do mundo de tocar junto, então a gente simplesmente toca como sempre tocou. Eu começo, ele entra. Ou ele começa, eu entro. A gente toca umas três vezes, se olha e ele diz: 'Tenta amanhã'. Keith geralmente dá as ordens porque é ele quem escreve as coisas. E ele sabe quando está certo ou errado."
Richards podia ter fama de desleixado e autodestrutivo, mas em estúdio era focado no essencial: achar o groove certo. Quando esse encaixe acontecia, como em "Honky Tonk Women" ou "Gimme Shelter", era quase como se os dois se fundissem num só instrumento. Uma empatia rítmica que não dependia de teoria, mas de escuta e reação.
A morte de Watts em 2021 encerrou essa conexão, mas a entrada de Steve Jordan no lugar mostra que o espírito da coisa continua. Jordan conhece os gestos, os silêncios e as pausas que faziam parte da linguagem de Charlie. Porque, no fim das contas, empatia musical talvez não se ensine, mas dá pra aprender ouvindo quem sentia.
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