A característica única dos Beatles que o Kiss incorporou, de acordo com Gene Simmons
Por Bruce William
Postado em 03 de maio de 2025
Ao relembrar o disco de estreia do Kiss, Gene Simmons comentou que aquele foi o trabalho mais honesto da banda. O álbum, lançado em fevereiro de 1974, surgiu num momento em que eles ainda estavam aprendendo como gravar em estúdio. "A gente mal sabia afinar os instrumentos", disse o baixista durante conversa com Terrie Carr of WDHA-FM 105.5 FM (com transcrição do Blabbermouth), destacando que a força do disco estava na paixão e na ingenuidade.
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Simmons contou que ele e Paul Stanley eram fascinados pelo rock inglês. "Nós éramos anglófilos. Amávamos o que os ingleses fizeram com o que os americanos inventaram: o rock'n'roll." Ele citou Beatles, Led Zeppelin e Kinks como referências diretas para o tipo de som e composição que desejavam alcançar no Kiss.
Mas havia um diferencial específico nos Beatles que chamou a atenção da dupla. "Todos cantavam, todos eram estrelas. Isso era uma grande, grande diferença." Segundo Simmons, essa foi uma característica que eles fizeram questão de incorporar ao Kiss. "Nos Stones é só o Jagger. Nos Kinks é o Ray Davies. No Aerosmith, só o Steven Tyler. Mas no Kiss, todo mundo canta."
O modelo em que todos tinham espaço para cantar levou tempo até ser concretizado. Gene explicou que foram feitos vários testes até encontrarem a formação ideal. E mesmo que nem todos tenham durado, o conceito se manteve. "Ace e Peter foram perfeitos para a formação original, mas não eram feitos para durar 50 anos."
Ainda sobre o álbum de estreia, Simmons afirmou que as composições vinham de um desejo real de ver no palco uma banda que eles próprios gostariam de assistir. O visual, as músicas e o revezamento nos vocais estavam ligados a essa visão original. Ele também destacou que, embora admirassem os ingleses, a ideia nunca foi copiar ninguém. "A gente escrevia nesse espírito, mas sem imitar. Era algo natural para nós." A simplicidade das primeiras canções fazia parte desse processo, segundo ele, e o resultado acabou sendo mais verdadeiro por isso.
No fim das contas, o que o Kiss pegou dos Beatles não foi a sonoridade, mas a ideia de que cada membro da banda poderia ser protagonista. E isso, para Simmons, foi o que fez toda a diferença.
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