A polêmica música em que Ney igualou Secos e Molhados; "vão dizer que estou sendo oportunista"
Por Bruce William
Postado em 03 de maio de 2025
O filme "Homem com H" (trailer aqui), dirigido por Esmir Filho e baseado na biografia escrita por Julio Maria, acompanha diferentes fases da vida de Ney Matogrosso, interpretado por Jesuíta Barbosa, desde a infância até a vida adulta. Conforme descrição oficial: "É uma jornada através do tempo que mostra um jovem de origem humilde que enfrenta preconceitos e se torna um dos artistas mais influentes da música brasileira."
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O título do filme não foi escolhido à toa. "Homem com H", lançada em 1981, é uma das músicas que mais marcaram a trajetória solo de Ney. A letra fala de coragem, virilidade e identidade de gênero, usando imagens do folclore brasileiro - como o rastro de cobra e o couro de lobisomem - para construir uma narrativa sobre enfrentar desafios. Dependendo da leitura, a música pode soar como uma crítica à pressão social sobre o comportamento masculino ou como uma celebração da figura tradicional do "homem com H".
Ney nunca escondeu o quanto essa música impactou sua carreira. "Me tornou popular como Secos e Molhados foi", disse Ney em declaração ao Musicalidade. "Depois que eu saí do Secos e Molhados eu não alcancei esta popularidade. Eu tinha prestígio, mas não era popular". A comparação é significativa, considerando o sucesso avassalador que o grupo alcançou na primeira metade dos anos setenta.
A história de "Homem com H" é cheia de coincidências curiosas. Conforme relata o G1, em 1973, Antônio Barros estava em casa vendo televisão quando assistiu ao Secos e Molhados detonando com "O Vira". A energia da apresentação mexeu com ele. Dias depois, vendo a novela O Bem-Amado, ouviu a frase que faltava: "Eu nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem." Foi aí que juntou as inspirações e compôs "Homem com H", que naquele primeiro momento foi gravada pelo trio Os Três do Nordeste.
A música demorou alguns anos até cruzar o caminho de Ney Matogrosso. Quando isso aconteceu, a empolgação inicial veio acompanhada de dúvidas. Ney gostava da música, mas achava que poderia soar estranho ver um cantor do Sudeste gravando um forró. "As pessoas vão dizer que estou sendo oportunista, cantando um ritmo que não faz parte do meu universo", relembrou em conversa com o Opera Mundi.
Ainda em dúvida, Ney mostrou a música para Gonzaguinha, que era da mesma gravadora. A resposta foi direta e decisiva: "Porra, Ney, isso é uma tirada que só você poderia cantar e inverter todo o significado." Foi o incentivo que faltava para Ney gravar a faixa, que foi lançada em 1981 e virou um dos maiores marcos de sua carreira solo, recolocando-o em um patamar de popularidade que, segundo ele mesmo, não experimentava desde o sucesso com o Secos e Molhados.
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