O dia que Roger Waters acusou um ícone do progressivo de "fingir" ser um compositor
Por André Garcia
Postado em 08 de julho de 2024
Para quem nasceu a partir dos anos 90 pode ser difícil acreditar, mas Phil Collins foi uma das mais onipresentes da indústria fonográfica. Qualquer rádio que você ligasse, quer fosse de rock ou não, dava para contar quantos minutos levaria até que tocasse alguma música dele — em carreira solo ou com o Genesis. O mesmo valia se você sintonizasse a televisão na MTV.
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Ele era tão onipresente que no Live Aid ele tocou em ambos os palcos: um na Inglaterra e outro nos Estados Unidos. Lembrando que o festival aconteceu em um dia só! Ele tocou em um país, correu para o avião, atravessou o maior oceano do planeta, e já foi correndo para o palco.
Tamanha exposição tem um preço negativo, entretanto. No começo dos anos 90 ele (bem como o estilo musical do qual acabou virando sinônimo) enfrentou uma grande rejeição. Assim, de figura mais onipresente, ele virou um dos maiores alvos.
Roger Waters já tinha uma rixa com o Genesis desde os anos 70, quando a crítica teimava em menosprezar os discos do Pink Floyd e botar os do Genesis (então ainda liderado por Pete Gabriel) lá em cima.
O baixista, que já comprovou ser capaz de guardar ressentimento como poucos, em entrevista de 1992 para a revista Musician detonou Phil Collins como um farsante.
"Você pode traçar uma linha entre o que me interessa e o que não me interessa. De um lado, podemos citar Dylan e Lennon, que observam o mundo e têm 'sentimentos' — dos quais eles diretamente escrevem músicas."
"No lado insípido, temos os grupos pop que precisam de material e escrevem músicas para preencher o buraco, em vez de buscar outra pessoa. Mas eles podem muito bem buscar outra pessoa, porque é um processo de fabricação. [O que eles fazem] não é poesia, porque não brota do coração ou das entranhas (ou de onde quer que as músicas de John Lennon ou Dylan tenham vindo)."
"Parece que sempre acabo atacando o pobre Phil Collins, mas isso se deve ao fato de ele ter tanta visibilidade [...], mas a sensação que tenho é que ele está fingindo ser um compositor ou um roqueiro. É uma encenação, e por isso é insatisfatório. E aqueles clipes dele só reforçam essa sensação."
"[Imagina se alguém chegasse para Pablo Picasso e dissesse] 'Senhor Picasso, acreditamos que esta obra venderia se o senhor se pendurasse pelos calcanhares em um guindaste e o segurasse de cabeça para baixo com as calças arriadas. Pablo não aceitaria fazer isso, porque leva a sério o que fazia."
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