Technical Difficulties: Pain Of Salvation

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Sylvia Helena D`Antonio
Enviar correções  |  Ver Acessos


Dia 25 de setembro, circo voador. Cerca de 600 pessoas aguardavam ansiosas, o show de uma das bandas mais inovadoras do prog metal. Depois de uma apresentação matadora do Evergrey, o público não demonstrava cansaço e o clima era de expectativa com o Pain of Salvation.

Bonnie Rotten: estrela pornô fala do amor ao MetalKiss: Perguntas, respostas e curiosidades diversas

Embora façam um som "complexo" o Pain of Salvation esbanja simplicidade. A qualidade da equipe técnica e do equipamento é fenomenal.

Andréas, o técnico de guitarra, montou pela primeira vez um set de bateria (fez um excelente trabalho); Alfred, o técnico de PA, era incansável nos cabos, checados um a um - fazendo o trajeto palco/house mix por horas a fio. E Matt, o técnico de iluminação, era raramente visto parado - corria tanto e cuidava de tudo de maneira impecável. Com a equipe do Pain of Salvation, veio o experiente técnico de monitor, Rogério Rossato. Ele esbanjou experiência e até deu um suporte durante o show ao batera Johan Langell.

Vamos ao set-up:

Daniel Gildenlöw tocou com duas guitarras: uma Parker Fly Classic (6 cordas), cor grafite purpurinada, captadores customizados da Di Marzio e sistema Piezo da Fishman. Esta guitarra é tão leve, que chega a ser inacreditável. Também usou uma Ibanez RG 7321 (7 cordas). Ambas com encordoamento 0.10 e afinação um tom abaixo. As guitarras eram ligadas a POD Live XT da Line6 por um sistema wireless, e o POD conectado à um Direct Box seguindo para a mesa.

Johan Hallgreen usou também duas guitarras, aliás, dois opostos incríveis. Uma era sem marca, velha, detonada, quase na madeira crua (que infelizmente não consegui descobrir a procedência). A outra de marca polonesa chamada Mayones. Uma guitarra incrivelmente linda e bem acabada. Ambas tinham em comum o fato de estarem bem reguladas e terem um som incrível! O roadie Andreas não informou quais captadores instalados e infelizmente não pude fuçá-los para saber. Ambas as guitarras estavam equipadas com encordoamento de calibre 0.10 e afinadas um tom abaixo. Johan liga suas guitarras da mesma forma que Daniel.

Kristoffer tocou com 2 baixos de 6 cordas, ambos da marca Mayones. São dois modelos Comodus-6 Custom - um é fretless. Kristoffer afina-os um tom abaixo. Ele utilizou um direct box pelo sistema wireless seguindo para a mesa.

Fredrick usou um teclado Roland XV3080 com pedal Behringer FCB1010.

Johan Langell usou um kit de bateria Pearl MMX com pratos Sabian. As peças tinham as seguintes especificações:

Bumbo - 2 de 22"; tom - 10" 12" e 13"; surdo 14" e 16"; caixa - 14"; crash - 2 de 16", 1 de 18" e 1 de 20"; ride - 20"; hi-hat foi usado um de cada lado: direito 13", esquerdo 12"; splash - 10" e 8".

A microfonação do equipamento não apresentou grandes surpresas, exceto o bumbo - microfonado com SM57 (!!!). De resto, SM57, SM81 e Sennheiser 604. Daniel trás seu próprio Beta 58, muito bem protegido numa capinha de espuma, guardado como um tesouro.

Nos outros shows foi utilizado um DVD 5.1 Surround. Mas infelizmente, o disco danificou prejudicando o show do Rio. Ou seja, não houve utilização de imagens do DVD.

No total, foram usados 34 canais de PA e 30 canais de monitor. Todos utilizam monitores in-ear, sendo que Fredrick e Johan Langell usam plugados, enquanto os outros utilizam sistema wireless.

O show decorreu sem grandes problemas, exceto o in-ear de Daniel que caía o tempo todo, o que o deixava desconcertado. O in-ear de Kristoffer, além de cair, falhava, aborrecendo-o muito. Johan Allgreen gostou tanto do show que na empolgação no backstage, praticamente esqueceu de voltar para fazer os backings vocals de Oblivian Ocean, mas depois de correr bastante, chegou a tempo.

A banda realmente é muita atenciosa com os fans, tanto que enquanto a equipe desmontava o palco, Fredrick e Kristoffer ficaram cerca de uma hora conversando e dando autógrafos aos que ficaram no local!


Technical Difficulties

Technical Difficulties: NektarTechnical Difficulties
Nektar

Technical Difficulties: Kiko LoureiroTechnical Difficulties
Kiko Loureiro

Technical Difficulties: A Escolha da Primeira GuitarraTechnical Difficulties
A Escolha da Primeira Guitarra

Technical Difficulties: KamelotTechnical Difficulties
Kamelot

Technical Difficulties: Um papo técnico com Kiko LoureiroTechnical Difficulties
Um papo técnico com Kiko Loureiro

Technical Difficulties: Novos guitarristas na Expomusic - Parte 1Technical Difficulties
Novos guitarristas na Expomusic - Parte 1

Technical Difficulties: Novos guitarristas na Expomusic - Parte 2Technical Difficulties
Novos guitarristas na Expomusic - Parte 2

Technical Difficulties: Novos guitarristas na Expomusic - Parte 3Technical Difficulties
Novos guitarristas na Expomusic - Parte 3

Technical Difficulties: Soundcheck Blind GuardianTechnical Difficulties
Soundcheck Blind Guardian

Technical Difficulties: Richie KotzenTechnical Difficulties
Richie Kotzen

Todas as matérias sobre "Technical Difficulties"




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção MatériasTodas as matérias sobre "Technical Difficulties"Todas as matérias sobre "Instrumentos"Todas as matérias sobre "Pain Of Salvation"


Bonnie Rotten: estrela pornô fala do amor ao MetalBonnie Rotten
Estrela pornô fala do amor ao Metal

Kiss: Perguntas, respostas e curiosidades diversasKiss
Perguntas, respostas e curiosidades diversas

Black Sabbath: Tony Iommi explica diferença entre Dio e OzzyBlack Sabbath
Tony Iommi explica diferença entre Dio e Ozzy

Guitarra: o riff mais popular de todos os temposGuitarra
O riff mais popular de todos os tempos

Garagens: adolescentes frustrados, guitarras baratas e energiaGaragens
Adolescentes frustrados, guitarras baratas e energia

Dark Side of the Moon: os Bastidores da obra-primaDark Side of the Moon
Os Bastidores da obra-prima

Slayer: Angel of Death em versão soft rockSlayer
"Angel of Death" em versão "soft rock"


Sobre Sylvia Helena D`Antonio

24 anos, carioca. Sylvia é luthier no Rio de Janeiro. Estudou luthieria na B&H Guitar Craft School, em São Paulo. Fez faculdade de Produção Fonográfica, e além de ter sua oficina no rio, atua também fazendo produção executiva e técnica de shows, roadie, guitartech, e stage manager free-lancer. Show é sua vida! Escuta rock desde 12 anos, e é uma "viúva" chorosa dos tempos áureos do Metallica. Curte desde Hard Rock até um bom Thrash Metal, com preferência para o Heavy Tradicional e Prog Metal. Bandas preferidas: Metallica, Megadeth, Dream Theater, Mr. Big, Angra, Dio... entre muitas outras.

Mais matérias de Sylvia Helena D`Antonio no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336