Technical Difficulties: Pain Of Salvation
Por Sylvia Helena D`Antonio
Postado em 12 de novembro de 2005
Dia 25 de setembro, circo voador. Cerca de 600 pessoas aguardavam ansiosas, o show de uma das bandas mais inovadoras do prog metal. Depois de uma apresentação matadora do Evergrey, o público não demonstrava cansaço e o clima era de expectativa com o Pain of Salvation.
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Embora façam um som "complexo" o Pain of Salvation esbanja simplicidade. A qualidade da equipe técnica e do equipamento é fenomenal.
Andréas, o técnico de guitarra, montou pela primeira vez um set de bateria (fez um excelente trabalho); Alfred, o técnico de PA, era incansável nos cabos, checados um a um - fazendo o trajeto palco/house mix por horas a fio. E Matt, o técnico de iluminação, era raramente visto parado – corria tanto e cuidava de tudo de maneira impecável. Com a equipe do Pain of Salvation, veio o experiente técnico de monitor, Rogério Rosato. Ele esbanjou experiência e até deu um suporte durante o show ao batera Johan Langell.
Vamos ao set-up:
Daniel Gildenlöw tocou com duas guitarras: uma Parker Fly Classic (6 cordas), cor grafite purpurinada, captadores customizados da Di Marzio e sistema Piezo da Fishman. Esta guitarra é tão leve, que chega a ser inacreditável. Também usou uma Ibanez RG 7321 (7 cordas). Ambas com encordoamento 0.10 e afinação um tom abaixo. As guitarras eram ligadas a POD Live XT da Line6 por um sistema wireless, e o POD conectado à um Direct Box seguindo para a mesa.
Johan Hallgreen usou também duas guitarras, aliás, dois opostos incríveis. Uma era sem marca, velha, detonada, quase na madeira crua (que infelizmente não consegui descobrir a procedência). A outra de marca polonesa chamada Mayones. Uma guitarra incrivelmente linda e bem acabada. Ambas tinham em comum o fato de estarem bem reguladas e terem um som incrível! O roadie Andreas não informou quais captadores instalados e infelizmente não pude fuçá-los para saber. Ambas as guitarras estavam equipadas com encordoamento de calibre 0.10 e afinadas um tom abaixo. Johan liga suas guitarras da mesma forma que Daniel.
Kristoffer tocou com 2 baixos de 6 cordas, ambos da marca Mayones. São dois modelos Comodus-6 Custom – um é fretless. Kristoffer afina-os um tom abaixo. Ele utilizou um direct box pelo sistema wireless seguindo para a mesa.
Fredrick usou um teclado Roland XV3080 com pedal Behringer FCB1010.
Johan Langell usou um kit de bateria Pearl MMX com pratos Sabian. As peças tinham as seguintes especificações:
Bumbo - 2 de 22"; tom - 10" 12" e 13"; surdo 14" e 16"; caixa - 14"; crash - 2 de 16", 1 de 18" e 1 de 20"; ride - 20"; hi-hat foi usado um de cada lado: direito 13", esquerdo 12"; splash - 10" e 8".
A microfonação do equipamento não apresentou grandes surpresas, exceto o bumbo - microfonado com SM57 (!!!). De resto, SM57, SM81 e Sennheiser 604. Daniel trás seu próprio Beta 58, muito bem protegido numa capinha de espuma, guardado como um tesouro.
Nos outros shows foi utilizado um DVD 5.1 Surround. Mas infelizmente, o disco danificou prejudicando o show do Rio. Ou seja, não houve utilização de imagens do DVD.
No total, foram usados 34 canais de PA e 30 canais de monitor. Todos utilizam monitores in-ear, sendo que Fredrick e Johan Langell usam plugados, enquanto os outros utilizam sistema wireless.
O show decorreu sem grandes problemas, exceto o in-ear de Daniel que caía o tempo todo, o que o deixava desconcertado. O in-ear de Kristoffer, além de cair, falhava, aborrecendo-o muito. Johan Allgreen gostou tanto do show que na empolgação no backstage, praticamente esqueceu de voltar para fazer os backings vocals de Oblivian Ocean, mas depois de correr bastante, chegou a tempo.
A banda realmente é muita atenciosa com os fans, tanto que enquanto a equipe desmontava o palco, Fredrick e Kristoffer ficaram cerca de uma hora conversando e dando autógrafos aos que ficaram no local!
Technical Difficulties
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