Technical Difficulties: Kamelot
Por Sylvia Helena D`Antonio
Postado em 06 de julho de 2006
Primeiramente gostaria de pedir desculpas por não atualizar a coluna por tanto tempo. Como vocês vão notar, os próximos artigos não terão descrição de bateria. Vou procurar sempre colocar as fotos tiradas, e se algum leitor especialista em baterias souber descrevê-la e quiser me mandar, eu coloco no ar. Isto porque normalmente eu preciso da ajuda ou do roadie de batera, ou do baterista. Mas como todos sabem os roadies de batera são os mais ocupados, e nem sempre os bateristas são os mais simpáticos, então, me desculpem os leitores bateristas, mas vou ficar devendo as descrições de bateria por enquanto. Bem, embora muito atrasado (mais de 6 meses), vamos falar do show do Kamelot em Novembro.
Na sua primeira vinda ao Rio de Janeiro, o Kamelot foi privilegiado com uma dia ensolarado, trazendo consigo uma crew, e equipamentos de altíssimo nível. Aliás uma crew que trabalhou arduamente não só para o Kamelot, como para o Épica. Ambas as bandas estavam dividindo, além de quase todo o backline, o habilidoso técnico de P.A. Arnold (o mesmo que veio com o Evergrey), o guitar tech Rodrigo Fantoni, o drum tech Marcos Limone e o responsável do backline Zé Ovo. No entanto, trouxeram seu próprio iluminador o Tez. O backline foi alugado de uma locadora de backlines chamada Só Palco, de São Paulo.
A montagem não foi tão rápida, pois havia todo um visual no palco. Interessante que os amplificadores e toda a "bagunça" de palco, ficaram escondidas atrás de um "cenário" trazido pela banda, o que deixou o palco ficou muito limpo e bonito. Bem, vamos aos sets.
Thomas Youngblood trouxe consigo três guitarras incríveis. Três ESPs: Uma Horizon, uma Kirk Hammet Signature (KH-2) e uma Explorer Custom. Vamos aos detalhes:
A Horizon, preta translúcida, de construção inteiriça (neck-thru-body), corpo em mogno, tampo de Ash, braço de maple, escala de ébano 24 trastes. Binding no contorno do braço, marcações em madre pérola e headstock triangular com tarraxas com Lock Sperzel, 3-3 paralelas são algumas das características peculiares dessas Horizon Customs. Ponte Floyd Rose original, ferragens pretas captador JB- Seymour Duncan na ponte, e infelizmente não pudemos desmontar o do braço para saber qual era. Encordoamento 0.10 em afinação normal.
A Kirk Hammet Signature, preta, tem como características, braço aparafusado, corpo de alder, braço de maple e escala de rosewood de 24 trastes. Marcações de madre-pérola no formato de caveira com ossos e headstock invertido, ponte Floyd Rose original e captadores EMG 81. Encordoamento 0.10 com o bordão afinado em Ré sustenido.
Por último a Explorer Custom, também preta, braço de maple, aparafusado, corpo de mogno, escala de rosewood, 22 trastes, marcação de madre-pérola em formato de "dot", ponte Floyd Rose original, e captadores EMG 81. Encordoamento 0.10 em afinação normal.
O set de Youngblood é algo extremamente simples. Usa a guitarra plugada (via sistema wireless Sennheiser) num Cromatic Tuner – TU-2 da Boss, seguindo para o amplificador Marshall JCM 2000 (Triple Super Lead – TSL – 100) Do send de efeitos, vai para o Power Drive (PD-1) da Zoom, que segue para um Digital Delay (DD-3) da Boss, voltando para o return de efeitos. Tudo era controlado pelo Foot Switch do amplificador Marshall que era ligado a 2 caixas Marshall 1960 B de 4x12", microfonada por um SM-57.
Oliver Palotai, utiliza apenas um teclado, um Yamaha Motif 7, todo programado, e ajustado para ele, conforme pode-se observar na foto. Dezenas de anotações e ajustes particulares. Ligado LR em 2 Direct Boxs.
Gleen Barry, usou um baixo Music Man Sting Ray 5 cordas, bem básico, mas muito eficiente, e havia um Tobias, também 5 cordas apenas de reserva. O baixo era ligado ao cabeçote por um sistema wireless da Sennheiser. De amplificação ele utilizou nada mais, nada menos que um cabeçote Ampeg SVT II Pro com duas caixas de 8x10". Estava microfonada com um SM-57, e do direct out do ampli saía para a mesa por um DI.
O baterista Casey Grillo, utilizou uma bateria Premium. Quanto ao resto, vou dever. Mas Casey era um cara bem ocupado em palco, pois ele que disparavas os samplers, corais, clique, faixas com teclados e efeitos por meio de um lap top Mac ligado a uma Digi 002.
A passagem de som foi rápida. O único mais exigente um pouco era Thomas Youngblood, mas nada desarrazoado. Roy Khan não passou som, na verdade chegou no Rio poucas horas antes do show, devido ao cansaço e a falta de voz.
O show foi muito tranqüilo, e a banda estava muito feliz com a quantidade do público. O vocal de Roy Khan ficou muito a desejar, surgindo até boatos sobre samplers, ou playbacks. Embora não tenha visto pessoalmente na passagem de som algum playback com voz, francamente, não chego a duvidar, devido a completa falta de voz dele no backstage, e em alguns momento de show o vocal estava bom.
A organização do Headbanger Metalfest também foi muito boa, e o público carioca fica ansioso de novos shows, de bandas que tem poucas oportunidades em vir.
Resumo:
Guitarra – TU-2 – Marshall 2000 (TSL-100) - Send effect > PD-1 > DD-3 > return > Caixa 4x12" > microfone Sm-57
Teclado:
Yamaha Motif 7 > em linha Stereo
Baixo >Ampeg SVT II pro > duas caixas de 8x10" > 1 > microfone SM-57 > 2 > Direct Out > Linha
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Technical Difficulties
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