O guitarrista que Ian Anderson achava limitado, e que deu muito trabalho para Steve Vai
Por Bruce William
Postado em 08 de janeiro de 2026
Ian Anderson estava falando de discos que marcaram a vida dele ao The Quietus quando puxou um comentário que, hoje, ainda faz gente engasgar. Lembrando a primeira vez em que foi atrás de Frank Zappa, ele contou que comprou "Hot Rats" e achou o álbum "bem irritante", com "uma guitarra pouco evoluída". E aí veio o resumo sem muita cerimônia: "Frank era meio que um guitarrista de um truque só".
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No mesmo fôlego, Anderson deixa claro que o problema, pra ele, não era o Zappa "músico" no sentido amplo, destaca a Far Out. Ele reconhece o Zappa como arranjador e líder de banda "no topo", só não via singularidade nessa função e, principalmente, não comprava a ideia de Zappa como guitarrista acima da média.
Essa leitura fica interessante quando você coloca ao lado um cara que pegou o Zappa de outro ângulo: Steve Vai, que entrou nesse universo primeiro como transcritor e depois como músico da banda. Vai contou para a Guitar World que começou a trabalhar com Zappa aos 18 anos, justamente transcrevendo partes e solos, e isso virou até material publicado em livro.
E aí muda a textura da história. Vai lembra que, quando começou a subir ao estúdio, Zappa já colocava na frente dele músicas "extremamente difíceis" para gravar. Uma das que ele cita, logo no começo, é "Theme From The 3rd Movement Of Sinister Footwear". Quando fala do que fazia no dia a dia, Vai descreve o mergulho: "Primeiro eu transcrevi a música dele, então ele me colocou bem fundo, transcrevendo todos esses solos de guitarra abstratos e partes de bateria". E completa dizendo que gostava de tocar coisas "muito, muito difíceis" e que Zappa tinha "um caminhão disso".
O padrão ali era outro. Vai diz que "o nível de excelência precisava ser tal que, se você não tivesse a qualidade, você não durava", e que Zappa esperava que todo mundo "subisse ao nível exigido". Em palco, ele lembra que Zappa podia cortar uma música inteira ao ouvir um erro - e que, se o mesmo músico errasse mais de duas vezes seguidas, saía da banda.
No fim, as duas coisas podem coexistir sem malabarismo: Anderson descreve a experiência de ouvinte e músico que não se encantou com o jeito do Zappa tocar guitarra; Vai descreve o lado operacional daquilo - a música escrita de um jeito "não natural" para o instrumento, a cobrança em ensaio e o nível de complexidade que virava rotina de trabalho.
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