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O grande problema dos australianos, brasileiros e ingleses, segundo ex-roadie do Sepultura

Por
Postado em 08 de janeiro de 2026

Em uma conversa longa e sincera no After Podcast, Silvio "Bibika" Gomes - figura histórica do metal brasileiro, ex-roadie do Sepultura e profissional de eventos com experiência internacional - falou abertamente sobre as diferenças culturais e profissionais que encontrou ao longo da carreira. Com mais de duas décadas acompanhando o Sepultura e atuando em produções gigantescas como a cerimônia das Olimpíadas do Rio, Bibika não poupou opiniões sobre australianos, ingleses e, claro, os próprios mineiros.

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Foto: YouTube - Roadrunner
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Logo no início da conversa, Henrique Portugal quis entender como Bibika comparava as plateias latino-americanas com as do restante do mundo. Bibika foi categórico ao elogiar os argentinos e aproximá-los dos brasileiros na intensidade emocional. "Argentina é o único povo que rivaliza com o brasileiro na paixão musical", disse. "Os caras podem estar passando fome, mas se tem um show que eles querem ver… o cara vende a mãe, vai no show, pula do início ao fim, canta todas as músicas. Eles extravasam tudo na música e no futebol."

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Mas quando Henrique muda a pergunta para diferenças profissionais, Bibika começa a atirar para todos os lados. Ele comenta que o inglês, apesar da tradição, é frequentemente complicado de lidar: "O inglês tende a ser um pouco arrogante. Tenho um monte de amigo inglês e já trabalhei pra muito inglês, mas eu prefiro trabalhar com norte-americano."

Em seguida, Bibika dispara contra os australianos - e com força. "Australiano é superestimado. Australiano é meio tosco pra trabalhar." Ao ser questionado se o problema era estrutural ou cultural, ele explica: "Eles não têm volume. São meio igual latino porque estão muito longe. Trabalham muito no Oriente Médio, e eu tenho larga experiência com eles lá. Eles são inferiores à gente em profissionalismo para evento. Ponto."

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Henrique pondera que talvez o brasileiro tenha mais opções e mais jogo de cintura, e Bibika concorda imediatamente: "A gente trabalha melhor no improviso que eles." Para ele, os australianos ocupam uma posição intermediária entre o rigor alemão e a flexibilidade inglesa - mas sem o mesmo nível de experiência: "Eles estão entre o inglês e o alemão, só que estão longe e não têm volume de trabalho."

A discussão então vira para o famoso "jeitinho brasileiro", e Henrique pergunta se a capacidade de adaptação nacional é um dom ou um problema. Bibika responde: "É bom se você souber usar. É péssimo se você não souber usar." Ele explica citando a própria experiência como gerente sênior das operações das cerimônias olímpicas do Rio: "O Brasil fez uma cerimônia de 250 milhões de dólares. Parece muito? Londres gastou 10 bilhões. E no final a galera que trabalha no mundo inteiro disse: 'Essa foi a melhor cerimônia que a gente já fez, porque foi leve e com muito mais criatividade'."

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Por fim, Henrique exibe uma pergunta gravada por Lucas Penido, que cita um trecho da biografia de Max Cavalera onde o vocalista diz que Belo Horizonte é acolhedora, mas de mentalidade fechada. Bibika não hesita: "Concordo em gênero, número e grau. Max tá certo."

Henrique pede detalhes e Bibika destrincha sua visão: "O mineiro tem explicação pra tudo que não funciona - mas não consegue solucionar o que não funciona. Sempre tem um 'porque'. 'Ah, por que não toca na rádio? Porque a rádio não dá por causa disso.' 'Ah, não dá pra fazer show no Mineirão.' 'Ah, não dá pra ter banda de abertura porque custa caro.' E ninguém tenta mudar isso."

Confira a entrevista completa abaixo.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
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