Os 3 veteranos do rock que lançaram álbuns que humilham os atuais, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de janeiro de 2026
Enquanto boa parte da indústria musical aposta em tendências descartáveis e métricas de streaming, alguns veteranos do rock seguem lançando discos que colocam em xeque a narrativa de que criatividade tem prazo de validade. Foi a partir dessa provocação que Regis Tadeu publicou um vídeo contundente em seu canal, defendendo a ideia de que três "dinossauros" do rock estão, na prática, "humilhando" muitas bandas atuais.
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Logo no início do vídeo, ele deixa claro que não está falando de nostalgia ou de reverenciar o passado por si só. Segundo ele, "enquanto a indústria fonográfica atual rasteja para fabricar hits descartáveis com a profundidade de um pires", artistas veteranos seguem entregando música com substância, identidade e dignidade artística. Os escolhidos da vez foram Alice Cooper, Glenn Hughes e Neil Young.
No caso de Alice Cooper, Régis destacou o álbum The Revenge of Alice Cooper, lançado quando o músico já havia ultrapassado os 70 anos. O crítico chamou atenção para a reunião da formação clássica da banda - algo que não acontecia desde os anos 1970 - e para o clima do disco. "É uma viagem alucinante de volta aos anos 70, mas com uma pegada mais atualizada e venenosa", afirmou, ironizando quem insiste em dizer que Cooper vive apenas de nostalgia.
Sobre Glenn Hughes, Régis foi ainda mais enfático. Ele classificou Chosen como uma "paulada sonora" e lembrou que o cantor lançou o disco aos 74 anos, em meio a declarações de possível aposentadoria. "É um pontapé na porta do comodismo", disse, ressaltando a potência vocal de Hughes e afirmando que há notas no álbum que fariam "qualquer cantor de hoje pedir aposentadoria por invalidez".
Já Neil Young, aos 80 anos, entrou na lista com Talking to the Trees. Para Regis, trata-se de um disco cru, orgânico e politicamente afiado, que mostra um artista ainda disposto a experimentar. Ele destacou tanto os momentos mais delicados quanto as faixas elétricas e ásperas, reforçando que Young segue sendo "o veterano mais teimoso do planeta" quando o assunto é liberdade criativa.
Ao longo do vídeo, Regis também citou outros exemplos de veteranos em boa forma, como Paul Weller e Cheap Trick, mas deixou claro que o foco estava nesses três nomes. Para ele, os lançamentos recentes provam que "talento não tem data de validade" e que esses artistas não tentam se adaptar a modismos: continuam relevantes porque são donos de suas próprias artes.
No encerramento, o crítico resumiu sua tese com a contundência habitual: enquanto o mercado se desespera com números e algoritmos, esses "dinossauros" seguem preocupados com composição, timbre e verdade artística. E é justamente isso que, segundo Régis Tadeu, coloca muitos lançamentos atuais em posição constrangedora diante de quem já deveria, segundo alguns, estar apenas "cuidando das orquídeas no jardim".
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