Technical Difficulties: Nektar

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Por Sylvia Helena D`Antonio
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Uma noite de nostalgia para quem esperou 34 anos por este show e uma aula de progressivo para quem nem tem isso de idade. O show do Nektar, para quem estava atrás do palco, foi uma aula de como as coisas eram feitas à moda antiga.

Entre elas, gostaria de ressaltar duas coisas muito interessantes: a primeira é que eles não têm roadies. O backline foi montado pelo pessoal da produção do evento, colocando o equipamento nas devidas posições. Roye Albrighton (G/V), Randy Dembo (B), Tom Hughes (K) e Ron Howden (D), chegaram com seus instrumentos (no caso de Roye e Randy), montaram e ajustaram de acordo com seus gostos, afinaram, e simplesmente passaram o som. Uma passagem de som rápida, menos de uma hora, e foram para o camarim. A segunda coisa interessante, é que eles não tem um set-list definido. “A coisa flui naturalmente” disse Tom Hughes, me explicando porque não poderia me dar o set antes do show, e nem após, pois, segundo ele, tudo é tão improvisado, que ele nunca consegue guardar a ordem do set. Felizmente Randy tem uma memória melhor.

Agora vamos ao set-up. O set da banda é composto de contrastes entre equipamentos raros e moderníssimos. Mas muito bem usados.

Roye Albrighton usa uma guitarra Antoria, Rockstar, semi-acústica vinho, com encordamento 0.10, em afinação normal. Essa guitarra segundo Roye, só existem cerca de 200 no mundo. É uma guitarra muito bonita, que parece muito com uma 335 Gibson, tanto que sua primeira frase ao falar da guitarra foi: “não é uma Gibson, antes de tudo”. A guitarra é ligada a um pedal Boss ME-50, que segue para um cabeçote Marshall JCM 900, com uma caixa Marshall 4x12”.

Randy Dembo usou um baixo Rickenbaker, completamente tradicional daqueles bege-amarelados. 100% original, e bem antigo. O baixo estava ligado a um Boss Super Octave, seguindo para um Cry Baby Bass da Jim Dunlop em seguida para o Bass POD XT Live da Line 6, para o cubo de 15” Gallien Krueger, e um Ampeg 4x12”. Randy, também utilizou um Taurus Synthesizer da Moog (!!!!), de 1975. Ele, orgulhosamente, mostrou e contou que o comprou em 1982 e desde então não sai de seu set. O Moog ia direto para a mesa.

Tom Hughes tem o set mais “simples” e mais incrível! Ele utilizou “apenas” um Hammond C3, de mais ou menos 1945, e uma caixa Leslie que parecia uma Leslie modelo 122, embora não possa afirmar com certeza. Tinha duas cornetas e 1 sub. Infelizmente não descobrimos muita coisa sobre a caixa, (ano, especificações, nada) exceto que era muito antiga. Mas o principal descobrimos: ela tem um som, inacreditável!

Ron Howden usou um kit Pearl simples, e pratos todos Paiste. Bumbo – 1 de 22”; Surdo – 1 de 13”; Caixa – 1 de 14”. Chimbau – 1 de 14”; Crash – 1 de 18”; Ride 1 de 21”; Splash - 1 de 10” e 1 de 8” China 18”; utilizou um Gongo de 30” e um Tímpano de 30”.

Bem à moda antiga. Os retornos eram todos de palco, e as ligações todas cabeadas, nada wireless. A crew consistia na banda, o empresário e o stage manager e iluminador Peter Lango. Eles não trocaram de instrumentos durante o show. Se algo acontecesse, eles resolviam. Se desafinasse, eles afinavam na hora. Se um jack falhasse (como o do amplificador de Randy falhou), o músico cutucava até voltar a funcionar. Se uma estante de Ron afrouxasse (o que também aconteceu) ele mesmo ia lá e apertava. Eles não sairam do palco, fizeram realmente uma jam session. No máximo pegaram uma água com o empresário que ficou ao lado do palco. Todo o side e back ficaram completamente vazios.

Em termos de microfonação, utilizaram Sennheiser 421 na maioria dos instrumentos, inclusive no sub da caixa Leslie e SM-57 nas cornetas, e no Marshall de Roye. No vocal e nos backs foram utilizados SM-58. Total de canais de PA usados foram 18, e do monitor 13.

O show ocorreu sem grandes problemas, com a banda muito feliz por estar se apresentando no Brasil pela primeira vez, muito animados, simpáticos e falantes.

Roye Albrighton
Guitarra Antoria, Rockstar
Pedal Boss ME-50.
Cabeçote Marshall JCM 900
Caixa Marshall 4x12”.

Randy Dembo
Baixo Rickenbaker
Boss Super Octave
Cry Baby Bass da Jim Dunlop
Bass POD XT Live da Line 6,
Cubo 15” Gallien Krueger,
Cubo Ampeg 4x12”.
Taurus Synthesizer da Moog, 1975

Tom Hughes
Hammond C-3
Caixa Leslie

Ron Howden
Kit Pearl e pratos Paiste.
Bumbo – 1 de 22”;
Surdo – 1 de 13”;
Caixa – 1 de 14”.
Chimbau – 1 de 14”;
Crash – 1 de 18”;
Ride 1 de 21”;
Splash - 1 de 10” e 1 de 8”
China 18”
Gongo de 30”
Tímpano de 30”

Fotos por Sylvia Helena D’Antonio

Foto 1: Tom e seu Hammond

Foto 2: Hammond

Foto 3: Boss ME-50. Os Pads todos estão desligados, somente o pedal está plugado.

Foto 4: Bass POD XT Live, Boss Super Octave, Cry Baby Bass

Foto 5: Taurus Synthesizer, Moog

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Sobre Sylvia Helena D`Antonio

24 anos, carioca. Sylvia é luthier no Rio de Janeiro. Estudou luthieria na B&H Guitar Craft School, em São Paulo. Fez faculdade de Produção Fonográfica, e além de ter sua oficina no rio, atua também fazendo produção executiva e técnica de shows, roadie, guitartech, e stage manager free-lancer. Show é sua vida! Escuta rock desde 12 anos, e é uma “viúva” chorosa dos tempos áureos do Metallica. Curte desde Hard Rock até um bom Thrash Metal, com preferência para o Heavy Tradicional e Prog Metal. Bandas preferidas: Metallica, Megadeth, Dream Theater, Mr. Big, Angra, Dio... entre muitas outras.

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