A curiosa relação entre Led Zeppelin e Nirvana feita por Malcolm Young
Por Bruce William
Postado em 08 de janeiro de 2026
Tem entrevista que parece andar em câmera lenta - e não por falta de assunto, mas por falta de paciência do entrevistado. No outono de 1992, numa conversa feita por telefone para a revista Metal CD (via Classic Rock), Malcolm Young (AC/DC) estava nesse modo: respostas curtas, pausas longas e aquela sensação de que o sujeito preferia estar em qualquer outro lugar.
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Em determinado momento, o entrevistador tenta puxar Malcolm pela memória afetiva: "O que você ouvia quando era moleque?". A resposta vem seca: "The Rolling Stones e The Who". E, quando perguntam o que ele ouvia "naquela época", ele repete: "The Stones e The Who... e só."
Aí Malcolm mesmo joga uma migalha que parece ouro: ele e Angus foram ver Led Zeppelin uma vez. Ótimo, agora vai. Só que a continuação vem com uma rasteira: "A gente foi embora depois de duas músicas." Antes mesmo de explicarem o porquê, ele completa: "O cantor era um cara loiro... meio poser."
O tempo passa na entrevista, e o papo chega nos "concorrentes" que o AC/DC via na TV, especialmente por causa do Monsters of Rock. Malcolm diz que viu "algumas dessas bandas" na MTV e, empurrado pelo entrevistador, solta que a filha dele escutava "aquela banda... Nirvana".
A pergunta óbvia vem na sequência: o que ele achava do Nirvana, que em 1992 estava em todo lugar? Malcolm pensa, pensa... e responde com um "não" bem arrastado. Depois, repete o argumento quase com as mesmas palavras do Zeppelin: "O cantor é um cara loiro. Meio poser."
O mais engraçado (e meio inacreditável) é a economia do raciocínio: duas bandas de planetas diferentes, duas épocas diferentes, e o filtro do Malcolm é o mesmo - o "cara loiro" e o "poser". Ele não discute repertório, não discute som, não discute nada. Só carimba e vira a página.
E fica essa cena bem anos 90: um dos responsáveis pelo AC/DC ser o que é, conhecido por não ser muito "falante", sendo perguntado sobre a maior febre do momento... e tratando como se fosse mais um canal da MTV que dava pra ignorar sem culpa. No fundo, para ele isto era possível, e nada se alterou com isto.
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