Union Metal Fest II: Como foi o evento em Maracanaú
Resenha - Union Metal Fest II (Chácara da Dorinha, Maracanaú, CE, 25/05/2014)
Por Leonardo M. Brauna
Fonte: Rock-CE
Postado em 09 de julho de 2014
A união do underground cearense impressiona em vários fatores, um deles é a realização de shows com bandas de estilos distintos num mesmo evento. O "Union Metal Fest" pensa nisso como maneira de fortalecimento do cenário. A realização de 2014 brindou o público com revelações e nomes já alavancados ao cenário nacional.
Primeiramente subiu a banda de Hard/Heavy, INTRUSOR – essa banda é candidata a uma carreira promissora, começando pela vocalista Manu Volkova, dona de um belo alcance vocal. O quinteto também se destaca pelo baixista Mayllon Costa (músico que toca bem e aproveita os espaços em palco). Eles trabalharam em cima da demo ‘Born From Ashes’ que traz composições como ‘Medusa’, executada com riffs de Zózimo Junior, guitarrista que fez sua última apresentação com a banda neste evento. O que também chama atenção é a técnica de Yago Sampaio e seus solos divinamente encaixados.
Para dar continuidade, a banda de Maracanaú, SCARIOTZ, mostra um pouco de seu Power Metal. Os caras que lançaram o trabalho de estúdio intitulado ‘The Hidden Truth’, divulgam agora o ‘single’ ‘I Am An Eagle’. O vocalista Wellington Oliveira possui uma voz que lembra a de astros como Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Mike Kiske (Helloween), mas os riffs da dupla Rodrigo Araújo e Tiago Almeida dão à banda uma identidade peculiar, assim, execuções como ‘Scariotz’ e ‘Die’ mostram o fio condutor desse diferencial. O set cedeu espaço também à ‘Speed Of Light’ do Estratovarius e, na música ‘Wish’, participou a cantora Daiane Mesquita.
O festival, agora chama o Metal extremo com bandas da capital cearense. BETRAYAL dos irmãos Wolney Mendes (guitarra e vocal) e Franzé Mendes (guitarra) manda bala nos PAs. Wolney convida a galera e comanda os riffs, mas é o baixista Fabiano "Vassoura" quem manda a maior parte do recado. Temas do EP ‘Human Destruction’, como a autointitulada que teve participação de Jardel "Stick" (Fist Banger, Agressive) e ‘1964’, foram tocadas junto de outras como ‘Thrash Aggression’ e ‘Destroying In The Mosh Pit’. Covers também foram levados, primeiro o de ‘Caçador Da Noite’ de Dorsal Atlântica, depois ‘Ridiculous Dignity’ do SOH com participação de Bruno Gabai e grande performance do batera Sula (Criokar e Oráculo).
A brutalidade eleva-se mais com a sessão promovida pelo SIEGE OF HATE (SOH), banda surgida das entranhas do Insanity e Obskure em 1997. Hoje tem como integrantes, George Frizzo (baixo), Bruno Gabai (guitarra e vocal) e Saulo Oliveira (bateria). O SOH é uma das mais importantes bandas do Death/Grind brasileiro e vieram mostrar para o seu público o que eles levaram para a Europa em sua última turnê. Gabai não tem mais a companhia de um segundo vocal, mas ao vivo até que não há diferença. Guturais e rasgados são dominados perfeitamente. Canções antigas como ‘Subversive By Nature’ do álbum homônimo de 2003, e outras mais recentes como ‘Grinding Ages’ e ‘Catharsis’, confundia a visão de quem tentasse acompanhar o movimento dos braços do baterista. Em execuções como ‘The World I Never Knew’ (para muitos a melhor do álbum de 2013, Animalism) quem comandava a surra era o baixo de Frizzo.
A selvageria seguiu com CLAMUS, trio inovador que canta em três idiomas (inglês, francês e português) usando dois vocais: Lucas Gurgel (guitarra) e Felipe Ferreira (baixo). A banda é completada pelo novo baterista Edu Lino e, com essa formação, o grupo apresenta um formato mais focado no "Death Metal", apesar dos trabalhos anteriores apresentarem muita técnica de Thrash Metal associada. Eles estão colhendo frutos do EP ‘III’, lançado em março e que antecede o seu terceiro ‘full length’ já em pré-produção. Neste set os músicos mesclaram músicas de toda a carreira como, ‘La frontière’ do álbum ‘Frontière’ (2009) e ‘The Simple Complex’ do mais antigo de 2005, ‘Influences’. O equilíbrio gutural entre os dois vocalistas é algo a ser notado, não existe um mais grave ou mais rasgado, eles vagueiam livremente entre os dois estilos. Como essa é a penúltima apresentação antes de entrarem em estúdio, eles deixaram uma prévia do que vem por aí com uma canção inédita (ainda sem nome), assim como ‘Nitro Blast’ e ‘Inconstancy’ do promo citado, III.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
A música apocalíptica do Metallica lançada há mais de 40 anos que ainda faz sentido
Tecladista do Guns N' Roses defende "Chinese Democracy"
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa
Neal Schon rebate declarações de Arnel Pineda sobre pedido de demissão
Ofertas selecionadas na Amazon com descontos de até 63% em vinil, CDs, acessórios e celulares
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Quando Roberto Carlos se aproximou do Heavy Metal nos anos 80 com uma música sombria
"Hi Regis, I'm Paul!": o dia em que Paul McCartney ligou para Regis Tadeu
O recado sem-vergonha que Raimundos escondia no material que ia para rádios populares


O Monsters of Rock 2026 entregou o que se espera de um grande festival
365 celebrou os 472 anos de São Paulo com show memorável no CCSP
Inocentes em Sorocaba - Autenticidade em estado bruto - Uma noite nada inocente para se lembrar
Katatonia em SP - experiência tenazmente preservada com brasa quente na memória e no coração
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



