O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Keith Richards
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de junho de 2026
A história dos Rolling Stones é tão vasta que escolher um único álbum como ponto máximo pode parecer tarefa ingrata. Entre discos como "Let It Bleed", "Sticky Fingers" e "Exile on Main St.", a banda construiu uma sequência que ajudou a definir o rock clássico como linguagem, atitude e mitologia.
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Para Keith Richards, porém, existe um trabalho que ocupa lugar especial na discografia do grupo. O guitarrista sempre foi guiado mais pelo instinto do que por análises acadêmicas, e sua preferência recai sobre "Beggars Banquet", lançado em 1968, justamente em um período turbulento para os Stones.
Em texto publicado pela Far Out Magazine, o jornalista Tim Coffman observa que "a enciclopédia inteira dos riffs do rock clássico praticamente descende de Keith Richards". Ele também destaca que havia nos dedos do guitarrista "um senso de arrogância misturado ao DNA de cada artista de blues que ele acompanhava quando era garoto".
Rolling Stones e "Beggars Banquet"
O disco nasceu em meio ao enfraquecimento da presença de Brian Jones no grupo. Com Jones cada vez mais distante, Richards acabou assumindo boa parte das guitarras do álbum. Ainda assim, ou talvez por isso, o resultado aproximou os Stones de suas raízes no blues, em faixas como "No Expectations", sem abandonar incursões acústicas e country, caso de "Factory Girl".
Keith Richards explicou por que considera aquele período tão importante: "Foi o momento mais importante para a banda. Foi a primeira mudança que os Stones tiveram que fazer depois da fase teenybopper. Até então, você subia ao palco travando uma batalha perdida. Acho que gosto mais de 'Beggars Banquet' do que de tudo que fizemos".
Coffman também aponta que a evolução aparece nas letras de Mick Jagger. Segundo o jornalista, os personagens das músicas pareciam "genuinamente partidos", seja no humor trágico de "Dear Doctor", seja na melancolia de "No Expectations". Para ele, o equilíbrio do álbum explica por que os Stones merecem estar na conversa sobre a maior banda dos anos 1960.
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