Wolf Alice e Lykke Li transformam o Vivo Rio em ponto de encontro do indie europeu
Resenha - Wolf Alice e Lykke Li (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 22/05/2026)
Por Gabriel von Borell
Postado em 08 de junho de 2026
A noite da sexta-feira (22) marcou a estreia brasileira de duas das atrações mais cultuadas da música alternativa na cena atual: a banda britânica Wolf Alice e a cantora sueca Lykke Li.
Fotos: Tadeu Goulart
Reunidos no palco do Vivo Rio, na Glória, os artistas protagonizaram uma apresentação dupla histórica para o público carioca, em evento apresentado pela Heineken e paralelo à programação do C6 Fest 2026. Com o local aberto desde às 19h e início previsto para 21h, o evento reuniu fãs de diferentes vertentes do indie internacional, do rock explosivo e ao mesmo tempo suave do Wolf Alice ao dream pop melancólico de Lykke Li.

As apresentações também consolidaram o crescimento do intercâmbio entre festivais brasileiros e artistas europeus de médio e grande porte, tendência intensificada após eventos recentes como o próprio C6 Fest. O grupo da vocalista Ellie Rowsell entrou no palco com cerca de 15 minutos de atraso para uma performance mais agressiva e dinâmica.

Com a casa relativamente cheia, o quarteto transitou entre o grunge e o indie melódico alternativo que consagrou a banda ao longo da última década. O Wolf Alice trouxe ao Rio músicas do álbum The Clearing (2025), como "Bloom Baby Bloom" e "Just Two Girls", além de clássicos como "Bros" e "How Can I Make It OK?".

A alternância entre momentos delicados e explosões sonoras, aliás, reforçou a reputação do Wolf Alice como uma das bandas mais consistentes do rock britânico na atualidade. Na sequência, quando o relógio já passava de 23h, Lykke Li surgiu no palco em uma atmosfera intimista e emocional.

A artista sueca, conhecida por equilibrar fragilidade vocal e densidade eletrônica, conduziu um repertório centrado em canções confessionais, alternando momentos minimalistas e explosões dramáticas. Em meio a um cenário todo plastificado, a cantora empolgou a plateia ao som de faixas como "No Rest for the Wicked", "Lucky Again", presente no recém lançado álbum The Afterparty, além de sucessos como "Just Like a Dream" e "Little Bit".

Logo em seguida, os fãs mais antigos de Lykky foram à loucura com "Possibility", canção que ficou famosa por ter feito parte de Lua Nova, segundo filme da saga Crepúsculo, lançado em 2009. Mais tarde, a artista impressionou a todos com sua versão para "Sozinho", de Caetano Veloso, acompanhada pelos fãs do início ao fim.

Para encerrar sua apresentação, Lykke Li cantou "I Follow Rivers", seu maior sucesso comercial da carreira, provocando a reação mais intensa do público e transformando o Vivo Rio em um coro coletivo.

Depois de se enrolar em uma bandeira do Brasil, a cantora acendeu um cigarro ao som de "The Rhythm of the Night", hit de Corona que explodiu em todo o mundo em 1994, convidando a pista e o camarote a dançarem com ela uma última vez, ritual que vem sendo feito a cada show da turnê.
Setlist Wolf Alice no Rio de Janeiro (22/5/26):
"Thorns"
"Bloom Baby Bloom"
"White Horses"
"Formidable Cool"
"Just Two Girls"
"Leaning Against the Wall"
"How Can I Make It OK?"
"The Sofa"
"Bros"
"Bread Butter Tea Sugar"
"Yuk Foo"
"Play the Greatest Hits"
"Lipstick on the Glass"
Giant Peach
"Smile"
"The Last Man on Earth"
"Don't Delete the Kisses"
Setlist Lykke Li no Rio de Janeiro (26/5/26):
"hard rain"
"I Never Learn"
"No Rest for the Wicked"
"Lucky Again"
"Just Like a Dream"
"Not Gon Cry"
"HIGHWAY TO YOUR HEART"
"Sick of Love
"Little Bit"
"Possibility"
"Knife in the Heart"
"sex money feelings die"
"Happy Now"
"Get Some"
"Sozinho"
"Sadness is a Blessing"
"I Follow Rivers"































































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