Os roqueiros da Seleção Brasileira na História das Copas do Mundo
Por Le Ramone
Postado em 13 de junho de 2026
O primeiro Rock in Rio, realizado em 1985, marcou o auge da popularização do Rock no Brasil. Apenas um ano depois, na Copa do Mundo de 1986, a Seleção Brasileira já contava com um jogador que simbolizava essa conexão entre futebol e guitarras: Walter Casagrande.
Ao contrário do que muitos imaginam, a presença de jogadores assumidamente ligados ao Rock nas Copas nunca foi numerosa. A história é construída por poucos nomes marcantes que, ao longo das décadas, mantiveram viva essa ligação dentro da Seleção Brasileira.

Walter Casagrande (1986) Copas do México e Itália.
O pioneiro dos boleiros do rock na seleção, fã declarado de bandas como Rolling Stones, The Doors, Janis Joplin e David Bowie, Casagrande se tornou a principal figura do Rock no futebol brasileiro durante os anos 1980.
Zetti (1994) Copa dos EUA
Campeão mundial nos Estados Unidos, o goleiro revelou admiração por nomes como Iron Maiden, Black Sabbath, Metallica, AC/DC e Led Zeppelin, tornando-se um dos maiores representantes do Heavy Metal no futebol brasileiro.
Rogério Ceni (2002 e 2006) Copas da Coreia do Sul/Japão e da Alemanha
O ídolo são-paulino levou a tradição adiante. Entre suas preferências musicais estavam AC/DC, Iron Maiden, Pink Floyd, Titãs, Ira! e Lynyrd Skynyrd. Em programas de TV Rogério Ceni já se aventurou tocando clássicos do Rock Nacional no violão em parceria com o músico Nando Reis.
Cássio e Filipe Luís (2018) Copa da Rússia.
Na Copa da Rússia, dois nomes apareceram ligados ao Rock. Cássio já declarou gostar de Foo Fighters, System of a Down, Linkin Park, AC/DC, CPM 22 e em especial o Nirvana.
Já Filipe Luís em uma participação no Canal Flamengo TV no Dia do Rock citou que desde adolescente cresceu curtindo Engenheiros do Hawaii e antes dos jogos se concentrava ouvindo RHCP, U2, Iron Maiden e Strokes. Uma das curiosidades que muitas pessoas notaram nas redes era sua coleção de camisetas de bandas.
Alisson Becker (2018 e 2022) Copas da Rússia e Catar.
Representante da geração mais recente, embora seja mais discreto e eclético nos gostos musicais, Alisson já demonstrou afinidade com o universo do Rock tocando em uma Rádio Nothing else matters do Metallica no violão.
E em 2026?
Na Copa do México, Canadá e EUA só contarão com o goleiro Alisson.
E o "menino Ney?"
O rei dos dribles e das dancinhas horríveis nunca foi muito de ouvir Rock, as única coisas que dizem que ele chegou a gostar
como exceção foi o Queen, além do apoio de Neymar ao cantor de Rock Cristopher Clark no Reality X-Factor Brasil pedindo para votarem no Rockeiro.
Uma outra curiosidade que chama atenção é: Os principais jogadores da Seleção Brasileira associados ao Rock em Copas do Mundo, a maioria era goleiro.
Do Rock in Rio de 1985 à Copa de em 2026, o Rock nunca dominou os vestiários da Seleção Brasileira. Ainda assim, deixou sua marca através de alguns personagens que desafiaram o estereótipo tradicional do boleiro e mostraram que futebol e Rock podem, sim, dividir o mesmo palco.
Fontes: GQ Brasil, Whiplash.net, UOL Esportes, Flamengo TV, Entrevistas em Programas de Esportes (Band e Globo), X-Factor Brasil.
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