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A primeira coisa que se destacava na noite na verdade era a faixa etária do público. Mais da metade do público era composto por adolescentes entre 14-18 anos. De certa maneira isso não era uma grande surpresa, já que as próprias bandas são jovens (seja em idade ou em anos de carreira), mas era interessante notar como o metal ainda se mantém “jovem”. A primeira banda da noite, Trigger The Bloodshed, começou pontualmente às 21.30h, mesmo que muitos (incluso eu) ainda estavam na fila para entrar. Depois do show no Tuska Open Air esse ano, os ingleses já tem uma pequena base de fãs por aqui, que sempre abriam rodas e aplaudiam calorosamente a banda. Os ingleses tiveram 30 minutos para abrir a noite e apesar de não ter visto todo o show, pareceu que a banda fez uma boa apresentação, com todos os fãs satisfeitos. Depois de uma pequena pausa de 20 minutos, entravam no palco os também ingleses do Annotations Of An Autopsy.
A banda está divulgando “The Reign of Darkness”, lançado no começo desse ano pela Nuclear Blast. Em cada música o público abria grandes rodas (que era uma mistura de roda hardcore e metal), impressionando tanto a banda que o vocalista Steve Regan disse que esse show dessa turnê foi o favorito dele. Músicas como “In Snakes I Bathe”, “Gore Gore Gadget” e “Welcome to Sludge City” (que fechou o show) foram o destaque da apresentação deles. Foi curioso ver a banda ao vivo, extremamente técnica, pesada, os vocais guturais de Steve são excelentes, mas ao mesmo tempo os caras não parecem nada com aquelas “figuras” tipícas que tocam death metal. A banda é bem humorada, Steve sempre estava sorrindo e “brincando” com os parceiros da banda. '
Mais uma vez vinha uma pequena pausa, tempo suficente para o público ainda comprar algo na mesa de merchandise das bandas. Foi então que 10 minutos antes do previsto, o Job For A Cowboy subiu no palco para fechar a noite. Essa foi a terceira vez dos norte-americanos por aqui (a segunda esse ano) e o show foi uma mostra de como essa banda tem crescido em termos de popularidade nesses últimos anos. Todos grudaram na frente e ao decorrer de “Regurditated Disinformation”, “Constitutional Masturbation” e especialmente nas duas músicas do EP “Doom”: “Knee Deep” e “Entombment of a Machine” avalanches de rodas (uma que fez os seguranças do clube acalmar os mais agitados) tomaram conta do Nosturi. Se por um lado havia esse peso extremo proporcionado pela banda e essas rodas fortes, no fim das contas havia algo errado. A banda não parecia ter a mesma garra que presenciei anos atrás quando estiveram pela primeira vez aqui. E olha que naquela ocasião o vocalista Jonny Davy não pode cantar e a banda fez uma apresentação “instrumental”. Talvez esse foi um dos problemas nessa noite, Jonny Davy cantava mal as partes mais “gritadas” das músicas, e ainda por cima parecia um tanto frio com o público. Quando Jonny Davy anunciou que a banda iria tocar um cover, imediatamente veio a cabeça a versão que eles fizeram de “The Matter of the Splatter” do Exhumed. Porém eles surprenderam com o cover de “Total Satan” do The Crown, que infelizmente não caiu bem e soou ruim.
A noite foi fechada com “Embedded”, deixando um certo ar de decepcão. Tenho confiança no potencial da banda para que no próximo show eles demonstrem mais uma vez porque eles têm obtido tanto destaque.
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Fanático por cinema e música, colaborou como correspondente na Finlândia para a RockHard-Valhalla de 2002 até 2008, escrevendo reviews de shows e cds. Tem colaborado com a whiplash desde 2007.
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