Edu Falaschi: Novo álbum do Almah e novos rumos do Angra
Por André Molina
Postado em 14 de julho de 2008
O vocalista do ANGRA e do ALMAH, Edu Falaschi, esteve em Curitiba comemorando o "Dia Mundial do Rock". A data é festejada no dia 13 de julho, mas o cantor antecipou a comemoração, no bar Crossroads, no dia 11 de julho.
Além de Falaschi, a festa reuniu grandes nomes da música local como o guitarrista vencedor do Guitar Idol, Gustavo Guerra, o vocalista do MOTOROCKER, Marcelus, e a banda MONSTERJAM, que foi a responsável pela promoção do evento. Aliás, a MONSTERJAM executou com competência um repertório fundamentado em clássicos do Hard Rock e do Heavy Metal. Não faltaram canções como "Long Live Rock ‘n’ Roll" (RAINBOW), "Bark At The Moon" (OZZY OSBOURNE) e "Stormbringer" (DEEP PURPLE). A parte dedicada ao IRON MAIDEN ficou por conta de Falaschi nos vocais. O vocalista do ANGRA presenteou o público com "Flight Of Icarus", "Two Minutes To Midnight" e "The Number Of The Beast", além de "The Show Must Go On", do QUEEN e "King", do ALMAH.
Pouco antes de subir ao palco para participar da festa, Edu concedeu entrevista ao Whiplash. Ele comentou as gravações do segundo disco do ALMAH e os novos rumos que o ANGRA vai seguir. As gravações devem ser finalizadas na próxima semana. A previsão de lançamento é em setembro.
Como está o processo de gravação do novo disco do ALMAH?
Edu: "O ALMAH é uma banda, não é mais um projeto solo. Desta vez convidei brasileiros para fazer parte da banda. A idéia é dar continuidade ao trabalho com as mesmas pessoas tocando ao vivo. O trabalho está maravilhoso com um pessoal humilde e que toca muito. É a formula perfeita para conseguir um trabalho no mínimo prazeroso. Se não for o melhor, será um dos melhores discos que gravei em minha carreira".
Qual a diferença entre o novo disco e o primeiro trabalho?
Edu: "A diferença principal do novo para o primeiro é a participação de todos da banda nas composições. Todo mundo contribuiu. O CD tem um estilo próprio. É mais uniforme. O primeiro foi mais experimental. As músicas têm o estilo do Almah, que vai dar continuidade aos próximos trabalhos. As músicas estão mais trabalhadas. O acabamento do CD está melhor".
No novo trabalho tem a participação de Felipe Andreoli, que é um antigo parceiro do ANGRA. Este fator imprime uma identidade do ANGRA no ALMAH?
Edu: "Existe uma influência de ANGRA por eu ser o vocalista e o Felipe baixista. Mas estamos procurando o estilo próprio da banda, que deseja uma carreira. Os músicos são muito bons e têm suas próprias características, que vão contribuir com o trabalho".
Como estão as negociações para lançar o disco?
Edu: "O CD deverá sair no final de setembro, no Japão, na Europa, Brasil e nos Estados Unidos. A idéia é manter o trabalho e seguir em frente para fazer turnê e mais discos. Em breve vamos fazer a primeira turnê mundial. Queremos marcar para 2009. Não temos datas, mas estamos estudando".
Com o ALMAH se tornando uma banda e não mais um projeto solo, como fica a situação do ANGRA?
Edu: "O ANGRA por enquanto está parado resolvendo os problemas legais, que não são tão legais (risos), mas está tudo em paz e tranqüilo. Estamos só aguardando o momento certo para voltarmos com força. Obviamente algumas mudanças vão acontecer na banda devido a todos os problemas. O importante é que o ANGRA volte firme e forte e dê alegria para a gente e para os fãs. É o nosso maior desejo".
As mudanças são na parte administrativa ou na formação?
Edu: "Ainda não posso antecipar o que será decidido, mas serão mudanças que vão fazer diferença na parte artística e administrativa também".
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