Por que David Gilmour acha um saco tocar certos clássicos do Pink Floyd, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de abril de 2025
Estar no palco, diante de milhares de pessoas, é o sonho de boa parte dos músicos. Mas, para David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd, nem sempre a experiência foi prazerosa. Em turnês grandiosas, com tudo cronometrado ao segundo, o espetáculo visual acabou se sobrepondo à espontaneidade musical — e isso, segundo o próprio, pode transformar clássicos em rotina enfadonha.
Pink Floyd - Mais Novidades
Foi o que aconteceu na turnê de "The Wall", álbum lançado em 1979. Concebido por Roger Waters como uma ópera rock, o show era meticulosamente encenado: projeções visuais, construção de uma parede no palco e participações de músicos substitutos faziam parte do roteiro. A complexidade impressionava o público — mas tirava a graça da performance para Gilmour.
"Depois de fazer isso 20 ou 30 vezes, tocar as músicas começa a ficar entediante", afirmou o guitarrista, em entrevista resgatada pela Far Out Magazine. O problema, segundo ele, era simples: "Não há espaço para flexibilidade. Tudo é cronometrado, as fitas precisam rodar na hora certa. É como uma produção teatral."
Para Gilmour, o espetáculo exigia um tipo de entrega diferente. "Você tem que se convencer de que está fazendo teatro aqui. E o teatro vem em primeiro lugar", explicou. A falta de improviso e a repetição exata de cada detalhe tiravam a sensação de liberdade que, para ele, era essencial em um show de rock.
Apesar das críticas, o músico reconhece a importância da turnê e o impacto do disco ao vivo "Is There Anybody Out There?", que trouxe versões ainda mais densas de faixas como "What Shall We Do Now?" e "The Last Few Bricks". Mas a rigidez seguia incomodando: "A música perde o frescor quando tudo precisa acontecer exatamente do mesmo jeito todas as noites."
As declarações ajudam a entender uma das principais divisões criativas entre Gilmour e Waters. Enquanto o baixista buscava uma experiência multimídia e narrativa, o guitarrista valorizava o improviso e a entrega espontânea. No palco, essas visões muitas vezes colidiam.
E por mais que clássicos como "Comfortably Numb" e "Run Like Hell" estejam entre os maiores momentos do Pink Floyd, para Gilmour, tocar essas músicas noite após noite, sem margem para surpresa, foi "um saco" — nas palavras, mesmo que não exatas, de quem fez história com elas.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
Os "aditivos legais" que Dave Lombardo consumiu durante as gravações de "Reign in Blood"
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
A banda nova que Rob Halford e Robb Flynn defendem e o The Guardian detona
Cinco nomes importantes do punk que John Lydon não suporta, incluindo o Green Day
O instrumento que Steven Tyler quebrou gravando um clássico do Aerosmith e ninguém consertou
O sucesso de 1977 que Paul McCartney reconheceu como praticamente cópia de uma música dos Beatles
Steven Wilson confirma que segundo álbum do Storm Corrosion está sendo preparado
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram

Por que Nick Mason acha que o Pink Floyd teria sido uma péssima banda de heavy metal
A banda que inspirou o Pink Floyd na criação de "Money", segundo David Gilmour
O pior disco do Pink Floyd, de acordo com a Paste Magazine
"Stairway to Heaven" nem "Comfortably Numb"? O solo que Slash coloca acima de todos
Roger Waters diz o que mudaria em "Dark Side" se o Pink Floyd tivesse a tecnologia atual
"Nevermind" (Nirvana) ultrapassa "Back in Black" (AC/DC) e "Dark Side..." (Pink Floyd) em vendas
As seis músicas preferidas de David Gilmour, incluindo um surpreendente clássico do Van Halen
O cover de Jimi Hendrix de 1968 que arrebatou Bob Dylan e fascinou David Gilmour
O clássico do Pink Floyd com letra ingênua e adolescente, de acordo com Roger Waters
Quanto é a fortuna dos três integrantes vivos do Pink Floyd, segundo jornal
Classic Rock: revista elege 100 melhores músicas de rock


