O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Eis que de repente começam à surgir algumas bandas inovadoras, a mais notória delas o Iron Maiden, que se tornou o símbolo-mor da NWOBH (sigla de New Wave Of British Heavy Metal - termo usado para designar as bandas inglesas que fizeram o "renascimento" do metal). Porém haviam muitos que não se identificavam totalmente com elas, pois embora muitas dessas bandas emergentes tivessem inegáveis qualidades, estavam de certa forma distantes da realidade vivida no dia-a-dia por muitos jovens - enquanto suas letras versavam sobre temas fantásticos ou bobagens adolescentes, no palco criavam um verdadeiro teatro, com músicos enfiados em calças de lycra coloridas, palcos cheios de cenografias estranhas etc. Com isso a tão propalada atitude contestatória e proximidade músicos x fãs disseminada pelo vendaval punk ocorrido há poucos anos atrás ficava um tanto comprometida.
Como conciliar esta postura "pé-no-chão" com o metal?
A resposta veio da costa oeste americana, com algumas bandas que começaram à levar ao extremo a agressividade sonora de algumas bandas surgidas no final da década de 70, ao mesmo tempo em que se vestiam como garotos normais - sem "frescuras" nem "boiolices", e as letras procuravam manter uma preocupação social, denotando uma certa "atitude". Em seus shows os fãs participavam de forma mais intensa, passando à adotar o mosh e o stage-dive, herança direta do punk-rock.
Sem dúvida o nome mais representativo desta leva foi o Metallica. Já em seu primeiro e clássico disco ("Kill 'Em' All", 1983) forjaram uma sonoridade única, acelerando as batidas e destacando ainda mais o trabalho das guitarras, fazendo um som sem concessões, era "pau" do começo ao fim. Com este e o próximo disco ("Ride The Lighning", 1984) ajudam à consolidar o "Thrash Metal", que nesta época apenas engatinhava.
Contudo atingem o ápice em 1986 com o "Master Of Puppets". Embora já fossem considerados uma grande banda e tivessem uma legião de fãs, causaram um verdadeiro assombro aos bangers da época, que ficaram maravilhados com a incrível massa sonora criada pelas guitarras - que se tornam ainda mais pesadas, com um timbre ligeiramente grave, porém limpas. As letras estão mais profundas, e são ácidas e contundentes, enquanto as músicas vinham de forma extremamente trabalhadas, cheias de "quebradas", paradoxalmente pesadas e melódicas ao mesmo tempo! Conseguem a proeza de agradar à todos, fossem fãs de metal "tradicional" ou o pessoal que só ouvia "podreiras", tanto que vendem mais de 500.000 cópias sem contar com nenhum grande esquema de divulgação em rádio ou TV, apenas propaganda boca-a-boca!
Na turnê deste disco vêm a tragédia: a morte de Cliff Burton num acidente na Suécia em setembro de 1986. Porém a banda prosseguiu, chamando Jason Newstead para o lugar de Cliff, formação que se mantém até hoje.
Muitas pessoas criticam o Metallica pois afirmam que desde 1991 tornaram seu som "comercial" e renegaram seu passado glorioso... mas é justamente por causa dele e de trabalhos como o Kill' Em' All" e o Master of Puppets que hoje eles têm direito de fazerem o que quiserem... pois seu nome já está marcado à ferro e fogo na história do Metal... e conseqüentemente do Rock!
Track List:
Battery
Master Of Puppets
The Thing That Should Not Be
Welcome Home (Sanitarium)
Disposable Heroes
Leper Messiah
Orion
Damage, inc.
Lars Ulrich (bateria)
James Hetfield (vocais, guitarra)
Kirk Hammett (guitarra)
Cliff Burton (baixo)
Esta é uma matéria antiga do site Whiplash.Net. Quer saber por que destacamos matérias antigas?
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Metallica
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Nascido no milênio passado. Empresário falido, atualmente sobrevivendo de "bicos" diversos (dentre eles, professor de contabilidade - tenho cara?). Fanático por hard-rock e congêneres das décadas de 60/70, Hendrixmaníaco de carteirinha. Acha que apenas três coisas valem a pena na vida: Mulheres (mas dão um trabalho!), Rock'n'roll em geral e Motocicletas. Quando morrer, conforme combinado com o saudoso Heavyman (RIP), vai ser enterrado com um CD do Black Sabbath (ele levou um do Jimi Hendrix para a eternidade...)
Mais matérias de Marcos A. M. Cruz no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.