RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemO hit da Legião Urbana que traz crítica contra "Escolinha do Professor Raimundo"

imagemJão, do Ratos de Porão, chama Digão para resolver as diferenças em um ringue

imagemA banda que desbancava Roberto Carlos na época da Jovem Guarda, segundo Miguel Plopschi

imagemNarrador Luiz Carlos Jr. manda ver em cover de "Holy Diver"; assista vídeo

imagemPrince "não sabia lidar com as pessoas", segundo seu antigo empresário

imagemA opinião curta e grossa de Tony Iommi sobre documentário de Ronnie James Dio

imagemA banda que Mustaine achou que pudesse ser a nova encarnação dos Beatles (e não foi)

imagemSete canções de Rock que citam a Rainha Elizabeth II na letra

imagemO curioso motivo pelo qual Scott Ian não gravou cover de "I'm Eighteen"

imagemJoão Gordo e Casagrande conversam sobre soluções inteligentes para a Cracolândia

imagemA curiosa forma como "Fast" Eddie Clarke se tornou integrante do Motörhead

imagemHammerfall não queria que você soubesse sobre voz de King Diamond em novo disco

imagemBruce Dickinson relembra dificuldades vocais antes de entrar para o Iron Maiden

imagemO dia que Layne Staley quebrou o pé e Ozzy cascou o bico

imagemBillie Joe Armstrong acorda antes de setembro acabar e mostra o corpo em Miami Beach


Stamp

Headless Cross: a obra prima do Sabbath com Tony Martin

Resenha - Headless Cross - Black Sabbath

Por André Molina
Em 13/08/09

Um dos maiores clichês vindos de aspirantes a admiradores do heavy metal e do hard rock é que a banda britânica Black Sabbath só produziu bons discos na época em que contava com a formação original (Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward) ou até mesmo na Era Dio (com Ronnie James Dio no lugar de Ozzy). O que não é verdade. Em 1989, capitaneado pelo guitarrista Tony Iommi a banda conseguiu se renovar e lançar um dos melhores discos de sua carreira. Chamado "Headless Cross", o trabalho buscou elementos do hard rock da época e modernizou a musicalidade do Sabbath. Elementos pouco vistos nos arranjos do grupo como o bumbo duplo da bateria e o teclado foram enfatizados. Em matéria de qualidade, o trabalho não fica atrás de nenhum disco da fase Dio e é superior a álbuns com Ozzy Osbourne, como "Never Say Die" e "Technical Ecstasy".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Não foi fácil para a banda encontrar tal fórmula. O primeiro passo foi a reformulação do Black Sabbath. No final da década de 80, o grupo tinha se arrastado com constantes mudanças de formação, demonstrando um grande desgaste diante dos fãs. As experiências dos discos anteriores não agradaram o líder Tony Iommi, principalmente em "Seventh Star" (1986) com o cantor Glenn Hughes e o confuso "Eternal Idol" de 1987. O LP foi gravado com os vocais de Ray Gillen, que nem "esquentou a cadeira" e saiu do Sabbath. Na última hora ingressou na banda Tony Martin que regravou em uma semana todos os vocais do álbum.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Reformulação da banda

Apesar de lançar o sucesso "The Shinning", o álbum não emplacou. A maioria dos membros que gravaram o disco deixou a banda pouco tempo depois, entre eles o baterista Eric Singer, que se uniu ao Kiss em um futuro próximo. "Depois de toda a fase ruim que passamos no ‘Eternal Idol’ procurei novo gerenciamento com Ernest Chapman. O que foi muito bom. Consegui resolver problemas do passado", disse Tony Iommi a respeito do disco.

O líder do Black Sabbath afirma que a primeira tarefa foi buscar nomes consagrados do heavy metal para resgatar a credibilidade da banda. "Os músicos do disco ‘Seventh Star" não eram conhecidos. Eram garotos de Los Angeles. Agora são famosos, mas na época não eram", justifica Iommi em um documentário.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A admissão de Cozy Powell

O principal músico escalado foi o renomado baterista Cozy Powell, que teve uma brilhante trajetória no Rainbow do então ex-guitarrista do Deep Purple, Ritchie Blackmore. "Quando o baterista original Bill Ward deixou o Sabbath, Tony já tinha me convidado, mas não aceitei por estar envolvido com o Rainbow. A decisão foi ruim. Um ano depois estava sem trabalho. Depois recebi outras ofertas e finalmente aceitei. Foi um feliz encontro. Pude ajudar algo que estava desmoronando. Foi bom fazer parte da lenda", disse o baterista a um documentário. Infelizmente Powell faleceu em 1998 em um acidente. Ele ainda chegou a gravar o álbum "TYR" ao lado do Sabbath.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Além de Cozy Powell, o guitarrista Tony Iommi manteve o vocalista Tony Martin, que se sentiu mais a vontade no disco e teve o seu melhor desempenho diante da banda. Apesar de ser criticado pelos fãs mais fundamentalistas do Black Sabbath, Martin se encaixou perfeitamente para cantar as canções do álbum, que exibia um estilo hard rock oitentista, mas com o tom sombrio criado pelo Sabbath no fim da década de 60. Para o baixo foi escalado o desconhecido Laurence Cottle, que atendeu as expectativas de Iommi. Já no teclado, o Sabbath manteve o oculto Geoff Nicholls, que se destacou bastante. Em todas as canções é fácil perceber os arranjos de teclados, principalmente em "Devil and Daughter", um dos principais sucessos do disco. Vale dizer que o "Headless Cross" é o disco com mais presença dos teclados de Nicholls.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

As oito canções do clássico

Produzido e arranjado por Iommi e Powel, o "Headless Cross" traz oito clássicos da banda. A faixa inicial é "The Gates of Hell", que serve como uma abertura para demonstrar o tom sombrio do trabalho. Em seguida, a banda apresenta a canção título com destaque à introdução de Cozy Powell na bateria. Na música, percebe-se que o baterista abusa do pedal duplo, imprimindo sua personalidade na banda. Já o guitarrista Tony Iommi não fica atrás. Ele demonstra porque se consagrou como o mestre dos riffs de heavy metal. Desde o início da década de 80, ele não tinha composto um riff tão marcante.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A próxima canção é a já comentada "Devil and Daughter", que antecede a pesada e lenta "When Death Calls", que volta a contar com uma bela introdução de Geoff Nicholls e a participação da lenda da guitarra Brian May (Queen). Ele ficou encarregado de executar o solo da canção.

A mistura de hard rock oitentista e elementos sombrios que demonstram a nova identidade da banda não param por aí. Em "Kill In The Spirit World", Tony Martin exibe um vocal influenciado pelo estilo AOR, que teve êxito no fim da década de 70 e início de 80. Na canção, destaca-se ainda a base de teclado composta para os solos de Tony Iommi.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O estilo AOR fica ainda mais visível em "Call Of The Wild", uma das melhores canções do álbum. A música demonstra que os fãs que criticam o vocalista Tony Martin não devem ter avaliado o trabalho com muita cautela.

Em seguida, vem "Black Moon", que ironicamente compôs as sobras do disco anterior "Eternal Idol". A canção poderia ter contribuído com a qualidade do trabalho que antecedeu "Headless Cross".

E para finalizar a obra, a canção "Nightwing", que apresenta um belo dedilhado e o agudo vocal de Tony Martin, mostrando porque foi escalado para cantar no LP.

Recuperação

Após o lançamento de "Headless Cross", o Sabbath ainda fez belos álbuns, mas sem o mesmo brilho. O trabalho posterior (o álbum "TYR") teve um sucesso comercial maior, mas não apresentou a mesma qualidade. Em "Dehumanizer" a banda contou com a grande colaboração de Ronnie James Dio, que cantou em clássicos como "TV Crimes", "Computer God" e "Time Machine". E já em meados da década de 90, Tony Martin retornou para o álbum "Cross Purposes" e o criticado "Forbidden".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal


Outras resenhas de Headless Cross - Black Sabbath

Resenha - Headless Cross - Black Sabbath

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

NFL Steve Harris


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Tony Iommi revela característica que "realmente curtia" em seu amigo Dio

A opinião curta e grossa de Tony Iommi sobre documentário de Ronnie James Dio

Tony Iommi e Ronnie James Dio tinham projetos em mente que não foram realizados

A incrível banda obscura, brutal e bela que foi o Black Sabbath dos 90s para Scott Ian

Tony Iommi não sabia que letra da música "Degradation Rules" fala sobre "sexo artesanal"

Covers: os cinco melhores gravados pelo Megadeth

Black Sabbath: 4 obscuras influências musicais da formação original

Lição de Casa: 50 músicas que todo headbanger deveria ouvir uma vez na vida - Parte I

O motivo que fazia Ozzy Osbourne não se sentir "tão importante" no Black Sabbath

Ozzy Osbourne diz que "13" não foi verdadeiramente um "álbum do Black Sabbath"

Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, diz que Tony Iommi é seu herói

Ozzy e Geezer conheceram Jimi Hendrix juntos, um amou e outro odiou

Ozzy tem noção de sua influência, mas há bandas que ele não consegue entender

A profética resposta de Iommi para Ozzy quando ele ouviu o Led Zeppelin

Zakk Wylde: "Me converti ao catolicismo para agradecer a Deus por criar o Black Sabbath"

Metallica: a ocasião em que a banda deixou Geezer Butler bem confuso

O motivo pelo qual Jimmy Page não quis tocar no álbum de Ozzy Osbourne

Sounds Entertainment: as 100 melhores músicas do Heavy Metal

Fotos de Infância: Gene Simmons, do Kiss

Marilyn Manson: ele removeu costelas para praticar autofelação?


Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

Mais matérias de André Molina.