Metallica: há 34 anos, Master Of Puppets mostrava quem era a maior banda do mundo
Resenha - Master Of Puppets - Metallica
Por Mateus Ribeiro
Fonte: Mateus Ribeiro
Postado em 03 de março de 2020
No dia 3 de março de 1986, o Metallica lançou seu terceiro álbum de estúdio, o excepcional "Master Of Puppets", que além de ser considerado por muitos como o melhor álbum do Metallica, é um dos melhores e mais influentes discos da história do metal.
Os dois primeiros lançamentos do Metallica, "Kill ´Em All" e "Ride The Lightning", chamavam a atenção pela agressividade e rapidez, com uma evolução grandiosa do primeiro para o segundo. O fato do intervalo entre os dois ser menor que um ano causa mais espanto ainda. Porém, foi com "Master Of Puppets" que o Metallica atingiu um nível inigualável de maturidade musical.
Desde os primeiros acordes de "Battery" até o final apoteótico com "Damage, Inc.", tudo o que se ouve no álbum beira a perfeição absoluta. Não há sequer um momento ruim durante os quase 55 minutos de duração do disco.
Além dos já tradicionais peso e velocidade, o disco apresenta muita melodia, como pode ser percebido no maravilho solo da faixa que dá nome ao álbum. Aliás, não há dúvidas que "Master Of Puppets" é uma das melhores e mais bem construídas músicas já escritas pelo Metallica. Além das bases, riffs e solos matadores, vale destacar a letra, que fala sobre o controle exercido pelas drogas na mente do usuário. Uma ironia do destino, visto que anos depois, James Hetfield revelou ao mundo os demônios que foram providenciados pelos seus excessos.
Outro grande momento proporcionado pela presença da melodia é "Welcome Home (Sanitarium)", que também fala sobre um problema de saúde mental, no caso, a insanidade. Vale ressaltar o solo maravilhoso de guitarra desta música.
Por fim,a genial instrumental "Orion" consolida toda a técnica de Cliff Burton, que meses após o lançamento do disco, morreria em um trágico acidente com o ônibus da banda. Infelizmente, Cliff nunca a tocou ao vivo e não conseguiu ver onde a banda conseguiria chegar anos depois.
Para quem gosta da porrada, vale ouvir a já citada "Battery", "Disposable Heroes" (uma das músicas mais pesadas do Metallica), "The Thing That Should Not Be" e seu clima de terror, além de "Leper Messiah" (uma crítica aos charlatões que vendem a cura para fieis inocentes) e "Damage, Inc.", que é um verdadeiro soco na cara.
O Metallica, pela primeira vez, estava no topo do planeta, e subia de prateleira, chegando ao mesmo lugar de monstros consagrados, como Iron Maiden, Ozzy Osbourne e Judas Priest, afinal de contas, os quatro cavaleiros tinham lançado a sua obra-prima, uma vez que tal qual "Powerslave", "Diary Of A Madman" e "British Stell", "Master Of Puppets" já nasceu grandioso.
Passados trinta e quatro anos de seu lançamento, "Master Of Puppets" continua gigantesco e merece todas as homenagens possíveis. Se tempos depois a banda mudou, não tem problema. Afinal de contas, o Metallica é uma das maiores bandas do planeta, e pode fazer o que bem entender. Muito dessa "permissão histórica" se deve ao legado de "Master Of Puppets", um dos discos mais sólidos, consistentes, maduros e pesados da historia do metal.
Data de lançamento: 03/03/1986
Faixas:
"Battery"
"Master of Puppets"
"The Thing That Should Not Be"
"Welcome Home (Sanitarium)"
"Disposable Heroes"
"Leper Messiah"
"Orion"
"Damage, Inc."
Formação:
James Hetfield: vocal/guitarra
Kirk Hammett: guitarra
Cliff Burton: baixo
Lars Ulrich: bateria
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