Metallica: "Master..." ajudou a canonizar o Thrash Metal
Resenha - Master of Puppets - Metallica
Por Marcos Garcia
Postado em 12 de janeiro de 2012
Nota: 9 ![]()
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O ano de 1986 viu nascer a canonização do Thrash Metal, já que os multivariados rótulos estavam ficando cansativos de decorar, logo, as bandas que faziam um Metal um pouco mais veloz, mas sem perder as características melódicas fortes do Metal Tradicional, estavam postas sob este rótulo, e lembro que antes que o caro leitor queira contestar, o ‘Reign in Blood’ do SLAYER sairia apenas próximo ao final do ano. Bem, falar deste disco em especial não é lá uma tarefa muito fácil, já que é tido como o clássico definitivo da banda por muitos, e um dos discos que estabelece as bases do Thrash Metal para sempre. E não, este que vos escreve não irá de forma alguma desdizer estas afirmativas.
Após o crescimento que o álbum anterior lhes proporcionou, era a hora da banda lançar um disco que deveria catapultar o quarteto ao topo de uma vez por todas, e após um tempo maior de estúdio (de 01 de setembro a 27 de dezembro de 1985), novamente tendo a tutela de Flemming Rasmussen na produção (a banda esteve junta mais uma vez nesse aspecto) e na engenharia de som, mais a mixagem de Michael Wagener e Mark Wilzcak, além de George Marino na remasterização, nasce ‘Master of Puppets’.
A arte gráfica prioriza o conceito que o disco carrega em quase todas as faixas: manipulação por qualquer tipo de instituição ou grupo, e ainda segue o padrão não tão exagerado dos discos anteriores, em que pese o fato de existir uma versão dupla em vinil deste disco, e a Elektra, gravadora da banda, aproveitando ser este o primeiro LP da banda pelo selo (o anterior foi lançando primeiramente pela Megaforce).
Musicalmente, LP causa espanto logo na primeira audição, porque a gravação está muito seca, priorizando mais o aspecto agressivo da banda, mas mantendo os elementos do ‘Ride the Lightning’ intactos, embora a banda esteja ainda mais técnica e as composições mais longas. Basta dizer que até mesmo as faixas mais cadenciadas e melodiosas esbanjam uma agressividade ímpar. Mas após a segunda audição, a clara impressão que qualquer fã de Metal que se preze é que está diante de um dos discos mais importantes da história do estilo.
O disco abre com ‘Battery’, uma faixa bem rápida e execução mais simples que as outras, quase como se revisitando alguns aspectos do ‘Kill ‘Em All’ e impondo novos elementos. A seguinte é a longa e clássica ‘Master of Puppets’, onde pela primeira vez, James contribui com um solo, e a faixa é dona de uma variação de climas e andamentos perfeita. ‘The Thing That Should Not Be’ é uma faixa bem cadenciada e pesada, no estilo que a banda agora trilha, e é seguida por uma semi-balada, ‘Welcome Home (Sanitarium)’, que segue uma linha semelhante à ‘Fade to Black’, do LP anterior. ‘Disposable Heroes’ é outra canção longa e que prioriza as mudanças de andamentos, um dos grandes destaques do disco, assim como a faixa seguinte, que é um pouco mais curta e mais focada na cadência, ‘Leper Messiah’. ‘Orion’ é uma instrumental gigantesca, bem variada e novamente tem um solo de James, mas esta faixa é um pouco enfadonha, já que nem todos são fãs de músicas instrumentais. Fechando, temos ‘Damage Inc.’, veloz, técnica e bem variada.
O sucesso esperado veio, mas cobrou preços altos da banda: James quebrou o braço andando de skate, tendo seu roadie, John Marshall, fazendo suas partes de guitarra na tour como suporte de OZZY OSBOURNE nos EUA, e em 27 de Setembro de 1986, em um acidente com o tour bus da banda em Dörarp, na Suécia, tirou a vida de Cliff Burton e ainda colocou o futuro da banda em questão, mas após decidirem ir em frente (pois acreditavam que esta seria a vontade de Cliff, inclusive com a família dele lhes dando apoio na decisão), e depois alguns testes, Jason Newsteed, ex- FLOTSAM & JETSAM, entra para a banda, excursionando e cumprindo os compromissos, fechando a tour em 1987, para então soltarem o EP de covers ‘Garage Days Re-revisited’, e prepararem material para o quarto disco da banda, enquanto James se recuperava de novo acidente com skate...
Tracklist:
01. Battery
02. Master of Puppets
03. The Thing That Should Not Be
04. Welcome Home (Sanitarium)
05. Disposable Heroes
06. Leper Messiah
07. Orion
08. Damage Inc.
Formação:
James Hetfield – Vocais, guitarra base (solo 1 na faixa 2, e solo 2 na faixa 7)
Kirk Hammet – Guitarra solo
Cliff Burton – Baixo
Lars Ülrich – Bateria
Contatos:
http://www.metallica.com
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