Metallica: Em 1986, o maior clássico da banda
Resenha - Master Of Puppets - Metallica
Por Mateus Ribeiro
Postado em 19 de maio de 2019
Nota: 10 ![]()
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O ano de 1986 foi extremamente produtivo para as bandas de metal. Os fãs do estilo foram presenteados com ótimos álbuns, como "Peace Sells...But Who´s Buying?" (Megadeth), "Somewhere In Time" (Iron Maiden), "Reign In Blood" (Slayer), "Eternal Devastation" (Destruction), "The Ultimate Sin" (Ozzy Osbourne) e "Fatal Portrait" (King Diamond). Porém, mesmo com tanta coisa boa saindo, um disco conseguiu se sobressair: "Master Of Puppets", considerado por muitos como o maior trabalho do Metallica, e um dos melhores discos da história do metal.
A fama que "Master..." conseguiu é mais do que justa. Terceiro lançamento do Metallica, é o disco mais maduro da banda até então, tanto na questão lírica quanto na instrumental. A rapidez de "Kill ´Em All" e o peso de "Ride The Lightning" foram lapidados, e a junção de todos esses elementos resultou em músicas que continuam sendo referências até os dias de hoje.
É claro que o carro chefe do disco é a faixa título, que possivelmente seja a música mais trabalhada dos primeiros trabalhos do Metallica. É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido ao menos o riff inicial da canção, ou suas passagens, com destaque para o ótimo e emocionante solo, que é capaz de arrancar lágrimas até dos mais insensíveis. Além do peso e da velocidade, chama a atenção a forte letra, que fala como a droga pode dominar alguém. Ironicamente, anos depois, o vocalista James Hetfield teve que tratar seus problemas com o álcool. A música é um dos maiores clássicos da história do metal, e influenciou artistas de vários estilos, tanto que já foi regravada até mesmo em versão country:
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
As outras sete parte integrantes dessa obra prima são espetaculares, cada uma com sua característica.
A rápida "Battery", que tal qual "Fight Fire With Fire", abre os trabalhos com uma pequena introdução acústica, e depois parte para uma violência controlada, se mostrando um ótimo cartão de visitas. "The Thing That Should Not be" poderia muito bem ser trilha sonora de algum filme de terror, com seu clima pesado e assustador. Já "Welcome Home (Sanitarium)", que fala um pouco sobre a insanidade, e como é ficar preso em um hospital que trata de doentes mentais. A canção começa cadenciada, e depois vai progredindo, reservando o melhor para o final, com ótimos e furiosos solos de guitarra. A primeira parte do disco se encerra com muita classe, mostrando toda a capacidade técnica e de composição da banda.
A segunda parte do disco é iniciada com "Disposable Heroes", uma das músicas mais violentas já gravadas pela banda, que trata de um tema que o Metallica trata com certa frequência, a guerra. Na sequência, "Leper Messiah", e todo o circo protagonizado pelos líderes religiosos que prometem o mundo, mas no fundo, querem saber apenas de dinheiro e poder. Só o tema já valeria a audição, porém, a construção da música é perfeita, e apesar de alguns trechos mais cadenciados, "Leper Messiah" conta com um solo muito rápido.
A penúltima música, a instrumental "Orion", acabou se tornando um símbolo de Cliff Burton, que faleceu de forma trágica meses após o lançamento do disco. A maravilhosa instrumental, inclusive, foi tocada no funeral do saudoso baixista. Por fim, "Damage, Inc." encerra o álbum de maneira avassaladora, já que é um arrasa quarteirão. É música para se ouvir no último volume, e bangear até o pescoço pedir arrego.
"Master Of Puppets" fez o mundo conhecer o Metallica. As músicas mais elaboradas, técnicas e marcantes mostraram aos ouvintes que aqueles quatro moleques sabiam fazer muito mais que tocar músicas rápidas com letras ácidas. Claro que a ótima produção e o trabalho extremamente profissional dos músicos envolvidos ajudou muito para o resultado final.
Até hoje, é considerado por fãs, críticos e músicos como um dos maiores discos da música pesada. Motivos para isso existem aos montes. Seja pelas letras fortes, pelas ótimas músicas, pela evolução musical, vale a pena ouvir cada segundo de "Master Of Puppets".
Sabe aquele álbum que você tem a dúvida se os músicos estavam possuídos quando o gravaram, mas ao mesmo tempo tem a certeza de que NADA igual será lançado? Pois bem, esse é o caso do melhor álbum dos quatro cavaleiros.
Obrigatório. Fundamental. Necessário. Épico. Atual.
Ano de lançamento: 1986
Formação:
James Hetfield: vocal/guitarra
Kirk Hammett: guitarra
Cliff Burton: baixo
Lars Ulrich: bateria
Faixas:
"Battery"
"Master Of Puppets"
"The Thing That Should Not Be"
"Welcome Home (Sanitarium)"
"Disposable Heroes"
"Leper Messiah"
"Orion"
"Damage, Inc."
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