A mais atemporal das bandas grunge, segundo James Hetfield
Por André Garcia
Postado em 14 de abril de 2024
No começo dos anos 90 o mundo da música, da moda, e toda a cultura pop foi transformada pelo movimento das bandas de rock vindas de Seattle — o que foi batizado como grunge. Só em 1991 tivemos, em questão de poucas semanas, Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden lançando "Nevermind", "Ten" e "Badmotorfinger", respectivamente.
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Completava o Big Four grunge o Alice in Chains, que no ano anterior já havia emplacado o hit "Man in the Box", e que no ano seguinte se consagraria de vez com o disco "Dirt". Além do som sujo e pesado característico do movimento, eles eram caracterizados por harmonias vocais arrepiantes, com o vocal de Layne Staley e a guitarra de Jerry Cantrell criando uma ambientação ao mesmo tempo melódica e perturbadora.
Conforme publicado pela Blabbermouth, em entrevista para a Revolver James Hetfield ao falar do Alice in Chains declarou se tratar da banda mais atemporal de Seattle.
"Eu não era muito próximo de Layne, mas me lembro de ter assistido o Alice in Chains um monte de vezes. Lembro de quando estávamos em Los Angeles [em 1991, gravando o 'Black Album'], aí saí do estúdio mais cedo para ver eles tocando no Clash of the Titans com o Slayer. Fui dirigindo que nem um doido uma van alugada, subindo no canteiro central [e pensando] 'Temos que chegar lá!' E quando chegamos eles tinham acabado de sair [do palco]. Eu disse 'Pô, fala sério [risos]!"
"Eu andei um pouco com eles, sempre adorei a música deles, e eu dizia a Jerry [Cantrell] que a gente compartilhava algumas experiências de vida, como ter uma segunda chance de perceber como as coisas podem ser legais. A gente tem uma espécie de afinidade nesse sentido.
"Eu simplesmente adoro ouvir aquelas músicas. Essas músicas são incríveis e que merecem ser ouvidas, sabe? Eles eram tão únicos, tão à frente de seu tempo; e, de tudo que veio de Seattle, aquele era o material mais atemporal. Infelizmente, Layne gostava demais das drogas, e assim foi. Eu via em suas letras sua obsessão por aquilo e… que ele sabia muito bem para onde estava indo! É como, na autoescola: você mantém os olhos no seu destino. Era isso o que ele estava fazendo, ao que parece", concluiu.
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