Metallica: Master Of Puppets é uma obra de arte da história do Metal
Resenha - Master of Puppets - Metallica
Por Cássio Mendes de Faria
Postado em 12 de maio de 2018
Há 32 anos atrás, 03 DE MARÇO DE 1986 o terceiro álbum do Metallica era lançado, desde então Master Of Puppets é considerado um dos álbuns mais influentes e importantes na história do Metal mundial.
Segue abaixo uma breve critica do álbum.
METALLICA - MASTER OF PUPPETS(1986)
Acordes de um violão que parecem ter saído de algum filme mexicano começam a dar o ar da graça, alguns deveriam até ter pensado: Isso não é um álbum de Metal ou menos de Thrash Metal! Mas essa teoria acaba quando se inicia uma chuva de Riffs rápidos que parecem não acabar mais. A energia das baquetas de Lars parecem possuir uma bateria extra em cada verso que se acaba.
Battery, a primeira faixa já se mostra um prólogo para o que se despencaria por todo o resto do CD.
Já emendando, a faixa que dá nome ao álbum, Master Of Puppets se mostra como uma obra prima do metal, e seria indispensável para os fãs em qualquer show do Metallica pelos últimos 31 anos. A faixa dois tem as principais características que um clássico deve ter. Um começo explosivo, com um riff pegajoso, em seu meio um solo lento altamente vicioso, preciso e crescente (um dos melhores que já escutei na vida), e para acabar um último solo rápido cheio de técnica e energia anunciados pelas mãos brilhantes de Hammett.
The Thing That Should Not Be, terceira faixa, brilhantemente definida por Paul Stenning na biografia All That Matters, como a música que o Black Sabbath não gravou, realmente, o Riff parece ser feito pelo mestre Iommi, arrastando as cordas de um acorde para o outro, fúnebre e com uma letra obscura e sombria.
Welcome Home (Sanitarium), chega transbordando criatividade, com um início lento logo seguido de um lindo dedilhado e um refrão forte e inspirador, antes de despencar em uma frenética quebra de tempo e solos, comparando com o Ride The Lighting, Cd anterior, e guardadas as devidas proporções, é curioso notar que essa faixa seria a Fade To Black do Master Of Puppets.
O álbum ainda está pela metade é a quinta faixa chega ainda quebrando tudo, Disposable Heroes, ou heróis descartáveis, fala de jovens soldados que são descartáveis na medida em que vão morrendo em combate e sempre haverá outro em seu lugar. Soldados usados como massa de manobras exemplificado em versos como: I see, hungry heroes end / No one to play soldier now, no one to pretend, e ainda mais em BACK TO THE FRONT /You coward. You servant. You blindman.
Leper Missiah, talvez seja a faixa menos escutada ou menos falada ao meu ver, mas isso não a faz menos importante para o conjunto da obra ou menos especial, Leper Messiah vem com um riff bem diferente dos riffs que o Metallica já tinha composto até então, sem muito arranjo e pausado, o vocal de James que vai dando força e corpo a música até despencar em um solo frenético que muda o cavalgar total da faixa, isso por um breve momento até voltar a seu ritmo inicial.
Orion, faixa apenas instrumental é uma outra obra prima do Metal, simplesmente inovadora, cheia de ritmo, idas e vindas, parece uma montanha russa de harmonia. A genialidade e talento de Cliff Burton e colocada a prova, e ele responde com as cordas do seu baixo. A cada nota tocada o ouvinte fica encantado, até mesmo quem não gosta de metal fica preso nessa faixa. Quando escutei Master Of Puppets pela primeira vez, foi quase impossível ouvir a última música do álbum, pois tirar o replay da Orion é uma tarefa bem árdua.
Então chegamos a última faixa do álbum, Damage Inc. A música faz jus ao nome, uma porrada thrash que não poderia faltar em nenhum Cd do Metallica dos anos 80. Damage é o Metallica voltando as raízes do Kill Em All, com um thrash ainda mais frenético, rápido e mais uma vez viciante.
No mais Master Of Puppets é uma obra de arte, e é indispensável para qualquer um que preze pela qualidade de uma boa música.
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