Sorocaba Rock: um pedido público de desculpas à empresa
Por Hugo Alves
Fonte: Facebook
Postado em 21 de maio de 2014
Saudações!
A quem possa interessar:
Já faz algum tempo que venho colaborando esporadicamente com o Whiplash.Net. Esse site ainda é minha referência máxima sobre Rock and Roll – todo dia faço pelo menos duas consultas nele. Tenho muito orgulho do pouco que já fiz pelo site, fui muito elogiado por pessoas que não conheço pessoalmente por conta de meus textos (sou professor de Português e Inglês e, como tal, prezo pela boa escrita). Escrevi algumas matérias saudosistas, resenhei alguns CDs e, principalmente, alguns shows que tive o prazer de ver.
O último desses shows que resenhei aconteceu no dia 16 de Maio de 2014, uma sexta-feira, no Pirilampus Bar, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Foi o show da banda NOTURNALL, que teve abertura das bandas locais HAMMATHAZ e BLACK DOME. O show foi organizado pela Sorocaba Rock, e foi o terceiro evento dessa empresa que resenhei (os outros foram os dois shows de ANDRE MATOS realizados no mesmo estabelecimento no ano de 2013).
E a resenha do show da NOTURNALL foi a prova – e o tapa na minha cara – de que, mesmo aqueles que, como eu, prezam pela boa escrita, às vezes é preciso repensar o que se fala (ou como se fala) para não escorregar nas palavras. Segue abaixo o link da matéria em questão. Peço ao caro leitor que preste muita atenção no antepenúltimo e no penúltimo parágrafos para entender o que escrevo a seguir:
Agora, peço que o caro leitor tenha um pouco mais de paciência e leia minhas resenhas dos shows sorocabanos de ANDRE MATOS em 2013:
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Obrigado a você que teve a paciência de analisar os três textos.
Antes de qualquer coisa, eu gostaria de expressar o profundo respeito que sinto pela Sorocaba Rock. Em nenhum momento duvidei da capacidade dessa empresa, que já fez eventos memoráveis em nossa cidade, dos quais pude acompanhar alguns, outros não pude e fiquei triste por isso e alguns poucos simplesmente não condiziam com meu gosto pessoal (mas fizeram a alegria de algumas milhares de pessoas na região). Dos eventos da Sorocaba Rock que pude acompanhar, tiro como opinião pessoal um saldo muito mais positivo do que negativo, de longe. Obviamente que houve erros nos quais reparei – todos estão sujeitos a erros –, mas hoje o equívoco em questão é meu.
Eu sou professor, mas tenho outras duas paixões em pé de igualdade com a que sinto pela educação: música (ênfase no Rock and Roll e suas centenas de vertentes) e uma paixão secreta por jornalismo. Colaborar com o Whiplash sacia parcialmente minha vontade de trabalhar com algo ligado a essas duas paixões de uma vez só e, como sou ocupado com minha real profissão, não há uma obrigação ou prazos para entrega de textos; faço quando tenho tempo. Até por isso acredito que entrego textos de qualidade. Tanto é verdade que, a despeito do erro que destacarei, o texto sobre o show sorocabano da NOTURNALL me abriu uma porta muito importante, que não direi abertamente por ainda ser um projeto que não é encabeçado por mim, mas é algo muito bacana que logo divulgarei.
Como esse "jornalista musical nas horas vagas" que me julgo, e também por ter alguns amigos que exercem essa profissão que respeito demais, sei o quanto vale uma informação passada com total verdade, sem esconder nada, sem deixar passar um detalhe sequer. O leitor que vai atrás de uma notícia dá um valor incalculável a isso, e talvez esse seja outro fator decisivo na qualidade dos textos que escrevo. O meu problema, porém, é que eu sou uma pessoa muito passional, extremamente intensa, e isso me faz passar dos limites às vezes.
Recebi uma mensagem calorosa de um representante da Sorocaba Rock na caixa de mensagens do meu perfil no Facebook. Observem que disse "calorosa", mas em nenhum momento "mal educada", OK? A pessoa (cujo nome não divulgarei) expôs a mim tudo o que foi causado após a publicação da resenha que escrevi. Até onde tudo o que me foi dito é verdade, eu talvez nunca saberei de fato. Mas a simples especulação de tais consequências me fez perceber o quanto as minhas palavras mal escolhidas podem destruir. Tudo o que foi dito a mim através das citadas mensagens, se não for verdade é, no mínimo, possível de acontecer. Repensei tudo o que escrevi e cheguei à conclusão de que teria escrito de novo, mas não do modo como escrevi. Fui incisivo em extrema demasia ao relatar os pontos negativos do evento, e fui ainda mais longe: acabei escrevendo sobre coisas das quais eu não estava totalmente certo, e dei como certas meras especulações. Me envergonho por ter feito isso, visto que sou uma pessoa que preza pela verdade a qualquer custo – e mesmo essa verdade a qualquer custo precisa ser filtrada.
Como autor dos textos que escrevi, julguei e sempre julgarei importante ressaltar os pontos positivos e elogiar, mas também não deixar passar aquilo que pode melhorar. Expus isso à pessoa que falou comigo, e tivemos uma conversa educada sobre o assunto. Fiz algumas promessas que pretendo cumprir, como autor de resenhas: eu continuarei a escrever meus textos e não deixarei de ressaltar pontos importantes de eventos que eu venha a resenhar, sejam eles positivos ou negativos. O que mudará é o tal filtro do qual venho falando até agora: preciso prestar atenção no modo como passo essas informações adiante e preciso repensar quais informações são realmente importantes e necessárias. Acima de tudo, preciso aprender a especular somente com pessoas próximas a mim, mas JAMAIS FAZER DE ESPECULAÇÕES, NOTÍCIAS VEICULADAS. Esse é o meu compromisso como resenhista dos eventos que me propuser a cobrir, a partir de agora.
Fica aqui registrado, portanto, o meu formal e público pedido de desculpas a toda a equipe da Sorocaba Rock. Em nenhum momento foi minha intenção prejudicar a ninguém, muito menos uma equipe que já fez de algumas madrugadas as mais barulhentas da minha vida. Fui e sou feliz por ter a Sorocaba Rock promovendo eventos em nossa cidade, e me arrependo de não ter sido suficientemente analítico a ponto de ter publicado algo a respeito da empresa sem antes pensar nas consequências de tal ato. Sofro por minha inconsequência, mas aprendo com meus erros e garanto que não sou de repetir erros. Finalmente, antes que sejam geradas novas especulações, deixo claro que não fui forçado a escrever isto por ninguém – escrevo este texto por vontade própria, pois "pisei no calo" de pessoas trabalhadoras, mesmo que sem querer, e preciso tentar reparar, ao menos em partes, o meu erro. Torço para que tudo de melhor aconteça para todos da Sorocaba Rock e para todos os que lidam de alguma forma com eles (eu, inclusive, como fã e consumidor).
Com toda a atenção e carinho,
Hugo Alves.
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