A opinião de Chitãozinho sobre as letras do RPM e a fase solo de Paulo Ricardo
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de janeiro de 2026
Uma declaração feita no fim dos anos 1990 foi resgatada pelo canal Xandy & Scania Jacaré Oficial. A fala aconteceu em 1999, durante o programa Amigos & Amigos, que reunia nomes centrais da música popular brasileira em um clima informal de conversa.
Na ocasião, Chitãozinho, da dupla Chitãozinho & Xororó, entrevistava Paulo Ricardo, que vivia naquele momento a transição mais comentada de sua carreira: a saída do RPM e a consolidação de uma fase solo mais assumidamente romântica.
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Ao comentar o som do RPM, Paulo Ricardo fez uma observação curiosa. "O rock antes era uma coisa muito pesada. O RPM mesmo nunca foi pesado, era uma coisa mais pop", afirmou, situando a banda paulistana em um território mais acessível, distante do peso associado ao rock mais duro dos anos 1970 e 1980.
Na sequência, Chitãozinho aprofundou a análise ao falar diretamente da estética de Paulo Ricardo. "Mesmo cantando rock, o seu trabalho sempre teve uma coisa assim de música romântica, apaixonada. São quase todas as que fizeram sucesso na época do RPM assim. E principalmente agora, né?", disse, apontando uma continuidade estética entre a banda e a carreira solo.
A resposta de Paulo Ricardo foi no mesmo tom conciliador e reflexivo. O cantor comentou que a suposta mudança de estilo era, na verdade, mais uma questão de percepção do público do que de ruptura musical. "As pessoas me perguntam: 'Paulo, você não fazia rock?' Mas eu nunca vi conflito nenhum entre rock e romântico", explicou.
Para sustentar o argumento, Paulo Ricardo recorreu a um exemplo clássico da história da música. "A maior banda de rock de todos os tempos, os Beatles, foram compositores de grandes baladas", afirmou, lembrando que romantismo e rock sempre caminharam juntos, mesmo nos grupos mais influentes do gênero.
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