Regis Tadeu analisa a trajetória do RPM; "Da vergonha alheia ao vexame"
Por Bruce William
Postado em 12 de agosto de 2023
O jornalista e crítico musical Regis Tadeu analisa, em vídeo, o que ele chama de "imenso vexame" que existe em torno do nome RPM e da própria banda, descrita por ele como "uma situação absolutamente vergonhosa" e que tem ocorrido desde que a banda se separou em 1989, um ano após lançar seu último disco daquela época, RPM ou "Quatro Coiotes". "Pra mim, logo de cara, a única certeza é que RPM hoje significa roubada por minuto" diz Regis, falando em seguida sobre mais um processo movido por Paulo Ricardo contra o uso do nome da banda sem a sua presença.
RPM - Mais Novidades
"A verdade é uma só: há décadas o nome RPM vem sendo sinônimo que de mais ridículo a história do rock brasileiro pode proporcionar", prossegue Regis, explicando que tudo começou errado quando, pressionados por dificuldades financeiras, eles retornaram em 2002, lançando um álbum ao vivo completamente desnecessário, com cumplicidade da MTV. Dois anos depois, eles entraram novamente em conflito, encerrando a banda.
O vídeo prossegue com Regis detalhando os acontecimentos envolvendo a banda em anos mais recentes, como por exemplo em 2011 quando lançaram um disco chamado "Elektra", descrito por Regis como "lamentável", além de outro álbum gravado anos depois com outro vocalista mas que não chegou a ser lançado oficialmente graças a mais um processo movido por Paulo Ricardo, até que Regis conclui reconhecendo que o RPM, sem dúvida, o imenso sucesso que a banda teve nos anos oitenta fez com que ocupassem um papel central na música brasileira daqueles tempos, sendo glorificados de forma justa por toda uma geração.
Entretanto, Regis aponta que o sucesso imenso foi também o início de seu declínio. A histeria em torno de Paulo Ricardo não combinava com a qualidade musical e o excesso de egocentrismo e megalomania interna. Mesmo lançando um selo próprio, "RPM Discos", que naufragou, a banda não conseguiu sobreviver. Desde 1987, a banda se dissolveu, retornou, se fragmentou novamente e segue nesse ciclo. "Não nego a importância que os caras tiveram, mas que hoje vivem realmente uma situação vexaminosa, é uma vergonha alheia total", finaliza.
O vídeo completo de Regis Tadeu sobre o RPM pode ser visto no player abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
O maior álbum do Queen para Chad Smith; "Eu sempre aumento o volume"
Com ex-Nirvana na bateria, Sleep anuncia nova formação
Hellfest restringe álcool e desaconselha levar crianças no fim do festival
O maior baixista de todos os tempos, de acordo com Lemmy
A música do Slayer que soa como Iron Maiden em alta velocidade, segundo a Kerrang!
Alissa White-Gluz mantém Blue Medusa como prioridade mesmo no Dragonforce
Tom G. Warrior sente falta de rebelião no metal atual e quer mais anarquia
Ofertas selecionadas com até 69% de desconto em vinil, CDs, acessórios e celulares na Amazon
Erik, do Watain, sobre o metal atual: "Não me sinto parte dessa cena"
Silenoz explica por que prefere subir ao palco sóbrio no Dimmu Borgir
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
Por que Nina Simone dizia que os Beatles tiveram sorte; "não são excepcionalmente talentosos"
O significado irônico de "Somos tão jovens", verso que encerra "Tempo Perdido"


5 clássicos do rock nacional que passam de 7 minutos de duração
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
3 clássicos do rock nacional que todo mundo que foi criança nos anos 1980 sabe de cor
O improvável subgênero do rock que impactou o RPM nos anos 1990, segundo Paulo Ricardo
10 músicas de rock nacional dos anos 1980 que ainda estão na memória afetiva do brasileiro
Paulo Ricardo explica por que não há registro em vídeo de seu dueto com Renato Russo
Paulo Ricardo sobre hit do RPM predileto de Renato Russo: "Faz sentido ele se identificar"
A banda brasileira que foi o "mais próximo da beatlemania", segundo Luiz Felipe Carneiro


