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Os melhores álbuns dos Beatles (e o pior) na opinião de George Harrison

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Postado em 02 de julho de 2025

Há bandas que possuem duas fases/faces distintas e muito bem definidas: como Van Halen com David Lee Roth e Sammy Hagar, Kiss mascarado e desmascarado, Mutantes com Rita Lee e sem ela… Geralmente a distinção entre as fases se dá por mudanças na formação.

E nesse quesito, como de costume, os Beatles foram pioneiros ao passarem de os caras de "She Loves You" e "I Want to Hold Your Hand" para "Girl" e "Eleanor Rigby".

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Foto: Facebook Oficial
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Inclusive, teve uma época em que bandas como The Strokes começaram a querer amadurecer seu som e mudar de estilo. Uma tendência maliciosamente apelidada pelos jornalistas musicais gringos como "a síndrome dos Beatles". Segundo eles, nem toda banda tem vocação para Beatles — algumas têm mais vocação para ser como Ramones, AC/DC ou Motörhead.

Lennon e companhia fizeram sua fantástica transição no começo da segunda metade dos anos 60, mais especificamente com as obras-primas "Rubber Soul" (1965) e "Revolver" (1966).

Conforme publicado pela Far Out Magazine, George Harrison (assim como eu) considerava esses dois discos os melhores dos Beatles.

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"Eu curti quando chegamos em 'Rubber Soul' e 'Revolver'. Cada disco tinha alguma coisa boa e era um progresso em relação ao anterior. Tinha discos que não valiam nada, pelo menos na minha opinião, tipo o 'Yellow Submarine'."

Os Beatles tiveram uma fase mais pop, comercial e comportada; e outra mais madura, ousada e experimental. Coincidência ou não, essa transição se deu em muito graças à influência de Bob Dylan — tanto pela música quanto pelo fato dele tê-los apresentado à maconha.

Dessa forma, com "Rubber Soul" o som deles mudou da água para o vinho. Um tremendo avanço tanto em termos de composição quanto de produção musical, encantou o público com clássicos como "In My Life" e "Michelle".

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No trabalho seguinte, "Revolver", eles levaram ainda mais adiante aquela proposta. O resultado foi "Revolver", de clássicos como "Eleanor Rigby" e "She Said She Said". Para muitos ele que é o melhor álbum de rock psicodélico de todos os tempos — e não o tão badalado "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967).

Esses trabalhos foram marcados pelo uso de orquestra e instrumentos até então não usados no rock, bem como a incorporação de influências excêntricas, como a música indiana.

Já o "Yellow Submarine" foi lançado em 1968 como trilha sonora da (extremamente subestimada) animação de mesmo nome. O conteúdo do álbum dividiu os fãs: se de um lado tinha clássicos como "All You Need is Love" ao lado de faixas inéditas como "Hey Bulldog"; já o outro era composto apenas de temas orquestrados compostos e produzidos por George Martin para o filme.

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Mesmo sem ter agradado a Harrison, o disco chegou a #3 nas paradas de sucesso do Reino Unido e em #2 nos Estados Unidos.

Com o relançamento de "Yellow Submarine" em DVD nos anos 2000, o álbum foi reformulado: além da capa diferente as faixas instrumentais foram substituídas por mais clássicos dos Fab Four, como "Eleanor Rigby" e "Lucy in the Sky with Diamonds". Bem melhor! Inclusive, essa versão foi o primeiro álbum dos Beatles que eu comprei.

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.
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