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Como Gerson Conrad compôs "Rosa de Hiroshima" do Secos & Molhados, segundo o próprio

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Postado em 06 de janeiro de 2026

Parte essencial do repertório do Secos & Molhados, "Rosa de Hiroshima" nasceu de um encontro quase acidental entre poesia e intuição - algo que seu compositor, Gerson Conrad, descreveu em detalhes em entrevista ao canal Corredor 5.

Logo de início, Conrad deixou claro o papel central da canção dentro da história do grupo. "Rosa de Hiroshima foi musicada por mim. E foi a música que realmente ficou na memória do consciente coletivo. Quando as pessoas pensam em Secos & Molhados, a primeira referência que vem é Rosa de Hiroshima", afirmou.

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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Segundo o músico, a composição surgiu dentro de um projeto maior. "A gente estava fazendo um trabalho de pesquisa em cima de grandes nomes da literatura. Fernando Pessoa, uma série de escritores. O partido adotado foi esse: vamos musicar grandes nomes da literatura. A gente só ia vestir esses poemas com a nossa música", explicou.

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O ponto de virada aconteceu de forma inesperada. Conrad relembra que João Ricardo, que na época trabalhava como freelancer nos Diários Associados, apareceu com um livreto específico. "Ele chegou no fim da tarde, jogou o livro na minha mão e disse: 'Olha, dá uma olhada aí. Eu tô pesquisando outros autores e não vou ter tempo de ver se tem alguma coisa interessante'", contou.

Ao chegar em casa, o acaso entrou em cena. "Eu joguei aquela antologia poética sobre a escrivaninha do meu quarto e o livro caiu aberto exatamente no poema Rosa de Hiroshima", disse Conrad, destacando o que chamou de um "fator mágico" presente naquele período do Secos & Molhados.

A leitura teve impacto imediato. "Eu fui dormir por volta das onze da noite com aquele poema gritando na minha cabeça. Aquilo era uma porrada. Logo de cara eu tive consciência de que se tratava de uma catástrofe mundial, a explosão da bomba atômica", relembrou. Já de madrugada, a inquietação virou ação. "Às três e pouco da manhã eu acordei, olhei o violão ao lado da cama e pensei: eu preciso compor uma melodia para esse poema."

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Antes de tocar a primeira nota, porém, Conrad tomou uma decisão conceitual fundamental. "Eu me fiz uma pergunta: que partido adotariam os melhores compositores do planeta diante de um poema que já é forte por si só?", contou. A resposta veio de forma clara. "Eu decidi criar uma melodia que não brigasse com o poema. Criei quase que uma caixinha de música, uma melodia doce."

O processo foi descrito como intuitivo, mas nada aleatório. "Quando eu recebo um poema, eu leio sete, dez, quinze vezes para entender o ritmo proposto pelo letrista. Cada poema tem um ritmo próprio", explicou. Por isso, a composição não foi sofrida. "Quando eu fui dormir, eu já tinha lido o poema tantas vezes que ele estava decorado. Aquilo saiu de forma muito natural naquela madrugada."

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O arranjo que surgiu naquela noite acabou se tornando definitivo. "Esse é o arranjo original do Secos & Molhados. Eu estou tocando a flautinha", lembrou, destacando que, embora a flauta na gravação tenha sido executada por Sérgio Rosada, a ideia já estava "intrínseca na composição".

Por fim, Conrad recordou a primeira vez que Ney Matogrosso cantou a música. "Foi emocionante. Ele tem um dom. É uma coisa bruta, sabe? Até hoje", afirmou, resumindo a força interpretativa que ajudou a transformar Rosa de Hiroshima em um clássico definitivo.

O autor do poema "A Rosa de Hiroshima" é Vinícius de Moraes.

Confira a entrevista completa abaixo.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
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