O disco de thrash metal gravado por banda brasileira que mexeu com a cabeça de Regis Tadeu
Por Mateus Ribeiro
Postado em 05 de janeiro de 2026
Figurinha carimbada no Whiplash.Net, Regis Tadeu elegeu os melhores discos lançados por artistas nacionais em 2025. Entre os trabalhos selecionados pelo crítico musical está "The Death Is Dead", álbum de estreia da banda brasileira de thrash metal No More Death, liderada pelo guitarrista, vocalista e compositor Tiago Torres.
O disco chamou a atenção de Regis Tadeu pela força do material apresentado ao longo de suas faixas. Ao comentar "The Death Is Dead", o crítico destacou tanto a solidez das composições quanto o cuidado evidente no trabalho de produção.
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"É um discão. Esse disco não tem nada de metal moderno, de academia fitness. O disco inteiro é uma paulada nos ouvidos, no melhor sentido que esse termo pode ter."
Segundo o crítico, o No More Death demonstra domínio absoluto da linguagem do metal extremo, sem recorrer a fórmulas contemporâneas pensadas para agradar plataformas digitais. Para ele, trata-se de música feita por quem conhece profundamente o estilo e não tem receio de dialogar com suas raízes mais agressivas.
"É música feita por quem realmente conhece a fundo o riscado, vamos dizer assim, e não tem medo de sujar as mãos no entulho do death metal clássico, mas com uma produção que faria muito produtor gringo de renome chorar de inveja."
Na sequência, Regis compara o trabalho da banda com parte da cena atual. Em sua avaliação, o No More Death aposta em densidade e peso.
"Diferente dessas bandinhas aí de metalzinho, que tentam soar moderninhas pra agradar o algoritmo do Spotify, esse projeto, o No More Death, aposta em uma muralha sonora que é, ao mesmo tempo, técnica e primitiva."
Regis também chama atenção para os timbres, ressaltando que o peso vai além de afinações graves. Para ele, o álbum compreende que a brutalidade não se resume apenas à afinação das guitarras.
"O som não tem timbres magrinhos, aqueles timbres sem vida, já que os riffs de guitarra têm uma densidade absurda. É um trabalho de composição que entende que o peso não vem apenas da afinação grave, mais baixa, mas vem da construção inteligente, de harmonias e melodias até meio dissonantes, e com umas palhetadas muito precisas, enquanto a cozinha forma uma unidade de demolição."
A análise segue com Regis destacando a dinâmica das músicas, que alternam momentos de velocidade com passagens mais cadenciadas. Segundo ele, essa variação contribui para um clima opressivo e bem arquitetado, reforçando o impacto do trabalho.
"Isso acabou resultando num caos arquitetônico musical, vamos dizer assim, muito pesado, que oscila entre passagens de velocidade e momentos mais cadenciados, quase sufocantes, que reafirma o poder do metal brasileiro. É um 'discaço', honestamente bruto e extremamente bem executado. Recomendo muito."
O vídeo completo pode ser visto a seguir. O jornalista analisa "The Death is Dead" por volta dos 8 minutos.
Veterano do metal, Tiago Torres se tornou conhecido pelo trabalho desempenhado à frente da banda Mad Dragzter, que encerrou suas atividades. Abaixo, é possível conferir uma entrevista que o músico concedeu a este que vos escreve. Boa leitura.
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