A lenda do metal nacional cujo apelido veio após arrancarem suas calças
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de janeiro de 2026
No novo episódio do After Podcast, produzido em parceria com a Rádio Itatiaia, o músico e apresentador Henrique Portugal (ex-Skank) recebeu uma das figuras mais folclóricas e queridas da história do metal brasileiro: Silvio "Bibika" Gomes, técnico, roadie e personagem central dos primórdios do Sepultura. Logo no início, Henrique faz questão de destacar o quanto gosta do convidado: "Eu estou até emocionado de você estar aqui, cara. Eu gosto tanto de conversar com você, porque as nossas conversas são extremamente sinceras - às vezes até demais."

A conversa avança naturalmente até um dos momentos mais aguardados: a origem do apelido "Bibika". Henrique brinca dizendo que sempre o chamou assim, mas nunca soube exatamente de onde veio: "Primeira pergunta: por que eu te chamo de Bibica? Por que as pessoas te chamam de Bibika?"
Silvio respira fundo e solta a história inteira, sem censura, do jeitão dele: "Cara, meu apelido virou Bibica em 88. Eu tenho um milhão de apelidos - depende de onde eu tô. Em Santa Teresa eu sou 'Sei de Nada'. Se você falar Bibica lá, ninguém sabe quem é. Mas essa história… essa aí pegou."
A origem do apelido "Bibika"
Ele volta então ao ano de 1988, num festival no interior de São Paulo com Sepultura, Dorsal Atlântica e outras bandas da cena metal. Sem hotel disponível, todos dormiram dentro de um ginásio - e Bibika, jovem e hiperativo, decidiu tocar o terror durante a madrugada.
"Eu toquei o terror na galera à noite. Passei pasta de dente no ouvido dos caras, coloquei copo com comida em cima da porta pra cair na cabeça dos outros… No outro dia tava todo mundo querendo me matar."
A vingança veio na mesma intensidade das brincadeiras: "Juntou todo mundo, me segurou, arrancou minha calça… Aí olharam e falaram que eu tinha um pinto pequeno. Meu bilau virou Bibika. É essa a história." Henrique explode em riso e, ainda surpreso, comenta: "Eu não sabia dessa história! Isso é bem quinta série, né? Essas maldades, essas zoeiras que hoje em dia a gente descreve desse jeito…"
Ao longo da entrevista, outros episódios igualmente marcantes surgem, incluindo a convivência com o Sepultura e viagens cheias de perrengues. Henrique mostra orgulhosamente vinis de "Beneath the Remains" e "Schizophrenia" e relembra quando ambos foram vítimas de um taxista no Rio de Janeiro: "Aquele táxi… ele nos roubou! A corrida deu o triplo do que deveria." Silvio confirma rindo: "Lembro demais. Clássico amarelinho do Rio… famoso."
Confira a entrevista completa abaixo.
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