O dia que o jovem Scott Travis foi tietar Judas Priest e pedir emprego
Por Mateus Ribeiro
Postado em 06 de janeiro de 2026
Peça fundamental da engrenagem do Judas Priest, Scott Travis atua como baterista da banda desde o final da década de 1980. Antes de ingressar no quinteto - como substituto de Dave Holland -, ele já era fã da banda inglesa, como lembra uma matéria publicada nas páginas da Classic Rock em 1990.
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Em 1982, durante turnê pela América do Norte, o Judas Priest se apresentou na Virgínia. No alto de seus vinte e poucos anos, Scott aproveitou a oportunidade para encontrar a banda e fazer uma proposta ousada aos ícones do heavy metal.
"Depois do show, fui ao hotel onde eu achava que eles estavam hospedados. Eu estava tentando conhecer alguém da banda, basicamente, para tentar conseguir um emprego com eles! Na época, eu estava tão determinado que não pensei no quão improvável seria que uma banda em turnê aceitasse alguém que não conhecia."
Scott de fato encontrou os integrantes do Judas Priest e trocou uma ideia com o guitarrista Glenn Tipton. Ele também mostrou fotos de seu equipamento.
"Conheci Glenn Tipton, pedi um autógrafo e mostrei algumas fotos da minha bateria. Quando vi a banda, vi quatro caras na frente que eram realmente incríveis e poderosos, e pensei que se a bateria fosse um pouco mais potente, a banda subiria de nível. Porque, para mim, o baterista é a espinha dorsal, especialmente no heavy metal. Enfim, perguntei como ele gostava do baterista dele e, como era de se esperar, nada aconteceu além dele me dar um autógrafo e conversar por alguns minutos."
Anos após o encontro, Dave Holland deixou o Judas Priest. Quis o destino - e os integrantes da banda - que Scott, vindo do Racer X, assumisse as baquetas. "Mas é irônico como as coisas terminaram, não é?", pontuou Travis.
O primeiro disco do Judas gravado por Scott é "Painkiller" (1990), cuja faixa-título - que abre o álbum - tem uma das introduções de bateria mais icônicas do heavy metal. Um belo cartão de visitas, não é mesmo?
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