Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Por Mateus Ribeiro
Postado em 12 de janeiro de 2026
"Somewhere in Time" é considerado um dos grandes trunfos da carreira do Iron Maiden. Lançado em setembro de 1986, o álbum marcou uma mudança sonora significativa para a banda inglesa, trazendo experimentações com guitarras sintetizadas, que contrastam com o peso direto e a energia crua de seu antecessor, "Powerslave" (1984).
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A ausência de composições assinadas por Bruce Dickinson em "Somewhere in Time" está diretamente ligada ao desgaste físico e emocional que o vocalista enfrentou durante a extenuante "World Slavery Tour", que promoveu "Powerslave" e deixou marcas profundas em sua rotina. Em entrevista à Metal Hammer, o cantor detalhou como o impacto da turnê afetou sua participação criativa.
"Parecia que o mundo tinha encolhido. A gente não apenas tocou em todos os lugares, mas realmente causou impacto. A 'World Slavery Tour' foi incrível, mas em nível pessoal eu pensava: 'Está tudo bem, mas não posso fazer outra turnê de 13 meses'. Isso bagunçou minha cabeça. Acabei ficando em segundo plano criativamente no álbum seguinte ['Somewhere in Time'], porque estava completamente exausto."
O baixista e líder do Iron Maiden, Steve Harris, é creditado como autor de quatro faixas de "Somewhere in Time" e também como co-autor da música "Deja-Vu". Em entrevista à mesma publicação, o "chefão" explicou de forma direta por que as ideias de Bruce não foram aproveitadas.
"O material que Bruce estava criando [para 'Somewhere in Time'] não tinha nada a ver com a gente. Ele estava completamente no mundo da lua."
As composições de Bruce Dickinson voltaram a ser aproveitadas em "Seventh Son of a Seventh Son" (1988), álbum que teve como ponto de partida uma dúvida de Harris provocada pela morte de uma médium. Mais detalhes sobre essa história podem ser conferidos na matéria a seguir.
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