RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

A música dos Rolling Stones que Mick Jagger achou que ninguém gostava por 30 anos

O clássico do rock que explodiu no verão de 1972 e volta todo ano na mesma época

Tony Iommi sobre riffs; "É a única coisa que sei fazer, sou inútil para qualquer outra coisa"

O guitarrista que Jimmy Page chamou de gênio antes da fama: "Facilmente o melhor"

O melhor álbum e a melhor faixa do heavy metal de 1980, segundo a Noise Creep

5 hits de 2001 que ainda serão ouvidos 100 anos depois, segundo a Far Out

As bandas dos anos 1970 que abriram as portas do rock para Jack Black

As 10 melhores músicas que o Slayer lançou na década de 1990, segundo a Metal Hammer

Max Cavalera explica o que impede um músico de acreditar que é maior do que realmente é

Slipknot já falava em se separar antes do segundo disco, revela produtor

O motivo curioso que fez Corey Taylor virar fã do Depeche Mode

Serj Tankian diz que John Dolmayan não é mais um apoiador de Trump

Blackie Lawless pede que fãs do W.A.S.P. apoiem Chris Holmes

Recaída no alcoolismo quase matou Phil Collins em 2024

Tarja diz que poderia ter transformado a vida do Nightwish num inferno


Stamp
Edu Falaschi 2026

A banda dos EUA que já tinha "Black Sabbath" no repertório e Oz Osborne como baixista em 1969

Por
Postado em 22 de fevereiro de 2026

Quando se fala em ocultismo no rock, muita gente vai direto ao Black Sabbath. Só que existe um capítulo anterior nessa história, e ele passa por uma banda de Chicago chamada Coven. O grupo lançou o álbum "Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls" em 1969, com elementos que hoje parecem até "avançados" demais para a época: cruzes invertidas, clima ritualístico, "Hail Satan!" em contexto rock e até uma faixa chamada "Black Sabbath". Para completar a coincidência, o baixista se chamava Oz Osborne.

Black Sabbath - Mais Novidades

Foto: Mercury
Foto: Mercury
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A comparação com o Sabbath acaba vindo automática, mas o som do Coven seguia outro caminho. Em vez daquele peso arrastado e denso que ficou associado ao metal britânico, a banda trabalhava uma linha mais psicodélica e teatral. Ainda assim, havia uma ligação evidente no magnetismo sombrio e no uso de temas que, naquele fim dos anos 1960, ainda causavam reação forte - inclusive dentro da própria indústria.

No centro disso tudo estava Jinx Dawson, vocalista do Coven, que tinha só 18 anos quando a banda entrou em estúdio. E, pelo que ela conta, o ocultismo não era apenas uma estética escolhida para chamar atenção. Em entrevista ao Louder Sound, Jinx disse: "Eu sempre estive envolvida com a Magia da família desde criança, e isso sempre girou ao meu redor como um amigo caloroso." Ela também afirmou ter crescido perto de parentes ligados à chamada "Left Hand Path" (mão esquerda), e que absorveu esse universo muito cedo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Jinx descreve essa formação de maneira bem franca: "Eu cresci rapidamente perto dos Olde Ones - minhas duas tias-avós, que eram adeptas da Left Hand Path. Eu ficava e aprendia na mansão delas o máximo que me permitiam. Eu absorvia tudo e isso virou uma paixão. A Magia delas era contagiante e poderosa." Ou seja, na visão dela, o conteúdo que o Coven levou para a música nasceu de algo que já fazia parte de sua vida.

Esse ponto fica ainda mais claro quando ela fala sobre a origem da primeira música da banda. Ao lembrar dos primeiros passos do Coven, Jinx disse: "Ela foi escrita durante um ritual e manifestação que foram realizados depois que decidi dar à banda o nome Coven, em 1966." E completou com um tom que mostra como ela enxerga aquilo até hoje: "Tinha que haver a consumação de um pacto de sangue que fizemos para liberar certas informações esotéricas através da música. Essa música foi 'Wicked Woman'."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O texto do Louder destaca também uma pressão que a banda recebeu para suavizar justamente esse lado. A lógica era simples: sem largar a bruxaria e a simbologia ocultista, seria difícil conseguir contrato. Jinx diz que ouviu isso de todo lado, mas recusou. É aí que o Coven ganha força como pauta histórica: não é só uma curiosidade de "olha essa coincidência com o Sabbath", mas um grupo que bancou uma identidade quando isso ainda era visto como risco comercial.

Também chama atenção o contexto em que o disco surgiu. O fim dos anos 1960 já tinha aberto espaço para temas "satânicos" e esotéricos na cultura pop, com cinema, psicodelia e bandas flertando com esse imaginário. O Coven entrou nesse ambiente levando a coisa para um nível mais explícito, com símbolos, linguagem e encenação ritual que depois seriam reaproveitados, reinterpretados ou diluídos por vários nomes do rock pesado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A história serve justamente para separar coincidência de influência automática. Coven não era o Black Sabbath antes do Black Sabbath, nem tocava o mesmo tipo de som. Mas o grupo ocupa um lugar importante nessa pré-história do oculto no rock, porque colocou esse tema na vitrine de forma frontal e assumida, quando muita gente ainda estava testando até onde dava para ir sem perder o contrato no caminho.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Machine Gun Kelly
A Perfect Circle

publicidadeGustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS