Bootleg lendário do Pink Floyd gravado por Mike Millard será lançado oficialmente em CD no RSD
Por Bruce William
Postado em 02 de março de 2026
Sabe aquele tipo de gravação que vive há décadas no mundo dos bootlegs, circulando em versões boas, ruins e "essa aqui é a definitiva, confia"? Pois bem: o Pink Floyd vai colocar um desses registros na rua com carimbo oficial. O show do Los Angeles Sports Arena, de 26 de abril de 1975, vai sair no Record Store Day (18 de abril) em 2 CDs e 4 LPs.
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O material é associado ao famoso "Mike Millard tape", gravação de público feita por Mike Millard, e agora recebe um "up" de som com trabalho de Steven Wilson, pontua a Let It Rock. Para quem coleciona Floyd, é aquele tipo de notícia que dá duas vontades ao mesmo tempo: ouvir logo e, depois, comparar com tudo que você já tem guardado.

O show em si é daqueles que explicam por que tanta gente se apega a 1975 como fase de ouro ao vivo. A banda toca "The Dark Side of the Moon" inteiro, mas o repertório não fica só nisso. Tem "Shine On You Crazy Diamond" (partes 1–5 e 6–9), "Have a Cigar", e duas músicas que ainda estavam em gestação e depois virariam "Dogs" e "Sheep" em "Animals": "You've Got to Be Crazy" e "Raving and Drooling".
Pra fechar, ainda tem "Echoes" na lista, e aí já dá pra imaginar o tamanho do set sem precisar de calculadora. É um recorte bem específico do período: "Dark Side" já consolidado, "Wish You Were Here" no forno, e "Animals" dando as caras antes de ganhar a forma final.
A lista de faixas divulgada vem dividida assim: no CD 1, as duas "proto-Animals" abrem caminho, depois entra o bloco de "Wish You Were Here". No CD 2, vem o "Dark Side" completo e, por último, "Echoes". É uma ordem que faz sentido para quem conhece os sets do Floyd nessa fase: primeiro a parte mais "atual", depois o álbum que dominava a época, e o encerramento com uma peça longa.
Se você é do time que ficou irritado com exclusividade de Blu-ray em box recente, esse lançamento em CD cai como correção de rota. E se você só quer um registro forte da turnê de 1975 com áudio bem tratado, aí é aquela chance rara de pegar algo que era "mito de fã" e virar item de catálogo - do tipo que, daqui a um tempo, ninguém mais chama de bootleg.
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