Voodoo Circle: Uma boa evolução em seu hard rock
Resenha - Broken Heart Syndrome - Voodoo Circle
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 27 de março de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Para quem não conhece, o VOODOO CIRCLE é outra banda do cantor David Readman, ótimo vocalista. Aos não familiarizados, o mesmo substituiu Andi Deris no PINK CREAM 69, quando seu famoso predecessor partiu para integrar o HELLOWEEN. O timbre de Readman, muito versátil, nem tão grave, nem tão agudo, faz com que o VOODOO CIRCLE possa investir em um um hard rock bem dosado, nem tão lento, nem tão frenético, nem tão pop.

Para alguns, o disco de estreia da banda parecia muito como um apanhado de b-sides do PINK CREAM 69. Por outro lado, como li em uma resenha de João Renato Alves, as guitarras do grande Alex Beyrodt cotinha, na estreia, muitas "influências 'Malmsteeneanas' nas composições", enquanto que, em "Borken Heart Syndorme", o músico "resolveu explorar um lado mais Blackmore de sua personalidade musical". E concordamos que isso foi um grande acerto, bem como Readman "incorporando David Coverdale em vários momentos". Agora sim, o VOODOO CIRCLE aparenta ter mais cara de banda.
Parando com as citações e partindo para o disco, a abertura "No Solution Blues" mostra o hard animado, sem ser glam, no entanto, que a banda consegue criar. O refrão é bem sacado, mantendo o estilo da banda sem desprezar o lado comercial. Já na segunda faixa, "King Of Your Dreams", a banda reserva um andamento mais lento para a voz precisa de Readman. Agrada-me também a liberdade criativa das guitarras na ponte para o refrão. Tal liberdade se expande na mais clássica e lenta, mas forte, "Devil’s Daughter".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"This Could Be Paradise" retoma um hard rock mais pesado e mais ligeiro, como a primeira faixa. Destacam-se aqui as bases de guitarras bem peculiares ao reunir várias influências em uma única composição, fugindo dos clichês. "Broken Heart Syndrome" tem uma base mais simples, mas as linhas vocais são magistrais, ao ponto de garantir a fluência dessa boa faixa. "When Destiny Calls" é uma faixa confusa. Começa soando como GOTTHARD até a lead guitar mais pesada. Depois, tem-se a impressão de ser um hardão mais clássico, que some no refrão mais solto e menos animado. Uma boa faixa, que vai surpreendendo.
Quando o disco começa a cansar, tem-se a lenta "Blind Man", semi acústica, mais relaxante e nem por isso incoerente dentro do trabalho. Ao melhor estilo BRUCE KULICK, em seu recente "BK3", "Heal My Pain" recoloca lá em cima o astral do disco. Em contrapartida, "The Heavens Are Burning", excluindo-se no refrão, traz guitarras mais abafadas e destaca ainda mais os teclados que, aliás, aparecem bem em muitas faixas, ainda que meio acessório, geralmente. "Don’t Take My Heart" traz novamente um refrão mais acessível, guitarras ainda mais virtuosas e um vocal mais contido, que acaba funcionando muito bem.
Na tríade final, "I’m In Heaven" traz guitarras menos vibrantes de forma estratégica, já que "Wings Of The Fury" as retoma com mais gingado. "Strangers Lost In Time" encerra o disco, cujo seqüenciamento é fundamental para sua audição. Além disso, a derradeira faixa poderia substituir outra, já que o disco até surpreenderia mais se tivesse duas faixas a menos.
Em sua, um disco intenso, indicado para quem gosta de guitarras ou simpatizam-se com o timbre de Readman. Para esses, o único pecado é talvez não haver uma grande faixa outstanding, ao invés de tantas boas, porém nem tão memoráveis. Por outro lado, as variações trazidas e a performance dos guitarristas e do vocalista servem de defesa para o argumento de que a banda merece mais espaço, já que talento e boas composições são mostrados com sobra nesse bom "Broken Heart Syndrome".
Integrantes:
David Readman – vocais
Alex Beyrodt – guitarras
Mat Sinner – baixo
Jimmy Kresic – teclado
Markus Kullmann – bateria
Faixas:
01. No Solution Blues
02. King Of Your Dreams
03. Devil's Daughter
04. This Could Be Paradise
05. Broken Heart Syndrome
06. When Destiny Calls
07. Blind Man
08. Heal My Pain
09. The Heavens Are Burning
10. Don't Take My Heart
11. I'm In Heaven
12. Wings Of Fury
13. Strangers Lost In Time (Bonus Track)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
O álbum dos anos 1990 que Mick Jagger considera perfeito: "Cada faixa é um nocaute"
O melhor integrante dos Beatles de todos os tempos, segundo Roger Waters
A banda com quem Jimmy Page odiava ser comparado: "Não tinha nada a ver conosco"
Os astros do rock nacional que contribuíram com disco de Xuxa
Dragonforce faz primeiro show com Alissa White-Gluz; veja os vídeos
O disco favorito de Steven Tyler por causa da ausência de viradas de bateria
A canção do Black Sabbath que, para Frank Zappa, definiu "um certo estilo musical"
As 20 melhores músicas do Iron Maiden segundo o WatchMojo.com
Quando Ritchie Blackmore falou merda e perdeu a amizade de um rockstar maior que ele
Fã joga disco em Eric Clapton e ele abandona show na Espanha
As bandas que mais marcaram a vida de Carl Palmer, segundo o próprio
O filme que mostra Ozzy, Kiss e Aerosmith em entrevistas que hoje seriam canceladas
A banda mineira que o RPM sonhava alcançar antes de estourar, segundo Paulo Ricardo
Brann Dailor afirma que novo disco de estúdio do Mastodon está finalizado
Gravação impressiona ao mostrar o quanto Adrian Smith, do Iron Maiden, é preciso ao vivo
As músicas do Pink Floyd que David Gilmour não suporta, incluindo algumas que ele mesmo fez
Edu Falaschi e Bruno Sutter comentam sobre banda que é "Backstreet Boys do metal"
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
