O baterista tão bom que até John Bonham e Neil Peart reverenciavam
Por Bruce William
Postado em 08 de agosto de 2025
Listas sobre os maiores bateristas de todos os tempos costumam girar em torno de nomes como John Bonham e Neil Peart. São músicos indiscutivelmente lendários, mas essa repetição constante acaba deixando de lado outros instrumentistas que também moldaram o caminho da bateria no rock, no jazz e no pop. Muitas vezes, os pioneiros de décadas anteriores sequer entram nessas conversas, apesar de terem influenciado diretamente os ídolos mais citados.

Entre esses pioneiros está Gene Krupa, figura central do jazz desde os anos 1930 e apontado como referência máxima tanto por Bonham quanto por Peart. Considerado um inovador no uso da bateria como instrumento de destaque e não apenas de acompanhamento, Krupa não apenas marcou seu nome na música, como também serviu de inspiração para futuras gerações de bateristas de diferentes estilos, relembra a Far Out.
No caso de John Bonham, a descoberta veio por influência do cinema. Seu irmão, Michael, relatou que o futuro baterista do Led Zeppelin assistiu The Benny Goodman Story, no qual Krupa tinha participação de destaque, e saiu impressionado: para John, "Gene Krupa era Deus". Outro filme com o músico, "Beat the Band", também entrou para a lista de favoritos de Bonham, reforçando ainda mais essa admiração.
Neil Peart teve uma experiência parecida. Em entrevista de 2003, contou que decidiu tocar bateria após assistir The Gene Krupa Story antes mesmo da adolescência. "Gene Krupa foi minha primeira inspiração, sempre digo isso", lembrou. Aos 13 anos, ganhou das mãos dos pais suas primeiras aulas, um pad de prática e baquetas, com a condição de provar que levaria a sério antes de ganhar uma bateria de verdade. Enquanto isso, improvisava um kit com revistas espalhadas pela cama, imaginando pratos e tambores.
A influência de Krupa foi tão profunda que, sem ela, talvez Bonham e Peart nunca tivessem iniciado suas trajetórias. E o mais curioso é que, inspirados por um ídolo do jazz, os dois acabaram se tornando eles próprios referências eternas para gerações de bateristas no rock e além.
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