As músicas do AC/DC que Angus Young mais gosta de tocar, incluindo um riff que o desafia até hoje
Por Bruce William
Postado em 07 de agosto de 2025
Com mais de quatro décadas de carreira e uma sonoridade que mudou muito pouco no decorrer dos anos, o AC/DC criou um catálogo sólido ao longo desse tempo, que se tornou amado por fãs que, com isso, podem se dar ao luxo de selecionar suas preferidas em diferentes fases. E no caso do guitarrista/fundador Angus Young, algumas músicas ganham destaque especial, e por motivos que vão além do óbvio.
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Um dos critérios que o guitarrista usa é a genialidade do irmão Malcolm Young ao criar riffs com pequenos detalhes que fazem toda a diferença. É o caso de "Bad Boy Boogie", do álbum "Let There Be Rock" (1977). "Tem um sabor especial, porque tem um pequeno truque. Parece fácil, mas o Malcolm colocou um detalhe ali que não acho que muitos conseguiriam fazer. Quão esperto ele foi ao fazer aquilo? Ainda toco essa só por causa disso", disse Angus em fala publicada na Far Out onde ele elogia a sutileza criativa do irmão. Outra música que entra na lista é "Riff Raff", também lembrada por seu riff (sem o raff) explosivo.
Mas nem só de composições bem antigas vive o gosto pessoal de Angus. Ele já admitiu que "Thunderstruck", lançada em 1990 e um dos maiores sucessos da banda, é uma das mais difíceis de executar, mesmo para alguém com tanto tempo de estrada quanto ele. "Preciso sentar por uma hora e aquecer bem os dedos antes de encarar essa música. Ela tem uma complexidade implacável. Tenho que estar confiante sempre que vou tocá-la."
Fechando a seleção, não poderia faltar "Back in Black". Clássico absoluto, a música foi escrita em homenagem a Bon Scott e é considerada por Angus um marco definitivo na história do AC/DC. "Adoro tocar 'Back in Black'. Quando você ouve os Stones, já pensa em 'Satisfaction'. E eu disse: 'Bom, nós temos uma ainda melhor, temos 'Back in Black'", declarou, rindo.
A seleção pessoal de Angus Young traz então "Bad Boy Boogie", "Riff Raff", "Thunderstruck" e "Back in Black", quatro faixas que representam bem os diferentes sabores do som do AC/DC, entre homenagens, técnica e riffs que ainda o desafiam.
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