Rammstein: Show de qualidade no Maximus, mas nada de novo

Resenha - Rammstein (Maximus Festival, São Paulo, 07/09/2016)

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Por Tom Macedo
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No feriado de 7 de Setembro rolou no autódromo de Interlagos a primeira edição do Maximus Festival. O evento que segue o “padrão” europeu de festivais de metal, cumpriu bem sua estreia e já se demonstrou como uma realidade interessante e com grande potencial de se firmar como o maior festival da América latina dedicado ao estilo.

A organização do evento foi extremamente competente, e já havia praticamente fechado todo seu line up assim que foi divulgado meses atrás. Outro ponto muito positivo foi a pontualidade do início dos shows, seguindo a risca sua programação.

O Autódromo de Interlagos se demonstra uma ótima opção de local para eventos deste porte, pois tem amplo espaço e uma boa infraestrutura, mesmo sendo utilizada uma pequena parte da imensa área útil. Sem contar que no domingo teria outro evento, a corrida do milhão da Stock Car.

O único ponto a se questionar do local é o acesso. Mesmo eu morando próximo e indo ao evento a pé, sei que sua localização não é das melhores e as vias para chegar ao mesmo são estreitas e sempre bloqueadas, não facilitando quem vem de mais longe. Sem contar da extrema dificuldade de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e necessidades especiais, como nos contou Toninho Iron, que não teve vida fácil para chegar ao local. As calçadas são irregulares, impossibilitando cadeirantes de se locomoverem com maior segurança. Como mencionado antes, o entorno do autódromo é completamente interditado, e com isso, não tendo como opção pegar um táxi ou outro tipo de transporte. Mesmo quem vai de trem, a caminhada é relativamente desgastante, se tornando um grande desafio para portadores de necessidades especiais. Seria bacana os organizadores dos próximos eventos no Autódromo de Interlagos disponibilizar um transporte da estação autódromo até o evento para pessoas com mobilidade reduzida.

O evento teve 3 palcos, sendo dois deles lado a lado onde pisariam as maiores e mais aguardadas bandas. O primeiro palco era o Thunder Dome, onde recebeu bandas como Project 46, Woslom e Far From Alaska. Já os palcos principais denominados Rockatansky e Maximus, receberam como atração principal Bullet For My Valentine e Marilyn Manson, e Disturbed e Rammstein respectivamente.

Vou falar sobre os shows das principais bandas do palco Maximus. Para saber sobre o show de Marilyn Manson no palco Rockatansky, acesse o link com a resenha de Kennedy Silva:

Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!

Como já comentado anteriormente, a pontualidade dos shows realmente foi incrível, e então as 18:20hs se iniciam os fogos e o peso da banda Disturbed, que começa o show com “Ten Thousand Fists”. A energia toma conta do local, a banda surpreende muitas pessoas, até mesmo as que haviam se dispersado após o show da Bullet For My Valentine.

Logo em seguida executam “The Game”, “The Vengeful One”, “Prayer” e “Liberate”. Nesse momento, se alguém ainda não conhecia o grupo de Chicago, já tinham ótimas referências e motivos de sobra para incluírem músicas da banda em seus setlists.

Após “Another Way to Die” e “Stupify” vem o primeiro cover da noite com “The Sound of Silence” da dupla norte americana Simon & Garfunkel. Então vem “Inside the Fire” e uma sequência com mais três covers “I Still Haven't Found What I'm Looking For” do U2, “Baba O'Riley” do The Who e “Killing in the Name” do Rage Against the Machine.

O show entra em sua fase final, e então a banda toca “The Light”, “Stricken”, “Indestructible”, “Voices” e encerra com “Down With the Sickness”. O show foi realmente surpreendente, cheio de energia e com vários pontos altos. A organização da banda e a ótima utilização de seu tempo permitiu que tocassem 17 músicas, e mesmo assim ainda deixou um gosto de quero mais. Garanto que não sou o único que torce para a banda voltar logo ao Brasil.

Setlist:
1. Ten Thousand Fists
2. The Game
3. The Vengeful One
4. Prayer
5. Liberate
6. Another Way to Die
7. Stupify
8. The Sound of Silence
9. Inside the Fire
10. I Still Haven't Found What I'm Looking For
11. Baba O'Riley (The Who)
12. Killing in the Name
13. The Light
14. Stricken
15. Indestructible
16. Voices
17. Down With the Sickness

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Chega então a vez da competente banda alemã Rammstein, sendo ela a última apresentação do dia, era impossível não notar o esgotamento físico estampado no rosto dos fãs, o show tinha tudo pra ser morno. Mas o que se viu foi o caldeirão fervendo, onde altas temperaturas foram registradas em cada explosão e a cada ato do espetáculo.

A banda inicia o show com “Ramm 4”, seguida por “Reise, Reise”, “Hallelujah” e “Zerstören”. É inegável a qualidade do espetáculo como um todo. Onde a qualidade técnica de cada músico, a equalização de cada instrumento, a execução das canções, a marcação de palco de cada integrante e toda sua parte cênica, estavam perfeitos.

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Na sequência vem “Keine Lust”, “Feuer Frei!”, “Seemann”, “Ich Tu Dir Weh” e “Du Riechst So Gut”. Para quem nunca teve a oportunidade de assistir um show da banda, garanto que foi surpreendido com sua produção. Eles que vieram a primeira vez ao Brasil em 1999 onde abriram shows para o Kiss na turnê “Psycho Circus”. A escola foi boa, e hoje já pode se dizer que em pirotecnia, estão entre as maiores referências do Rock.

Tocam então “Mein Herz Brennt”, “Links 2-3-4” e “Ich Will”. E então vem um dos maiores clássicos da banda, “Du Hast”, que é entoado por todos os presentes e a banda agradece chegando ao ápice das explosões, e então surpreendentemente fogos saem do palco sobrevoam a plateia, retorna ao palco e explode. Após toda esta loucura, tocam o único cover presente no setlist “Stripped” que pertence a banda Inglesa Depeche Mode.

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A banda então deixa o palco, e retornam pouco tempo depois encerrando o show com as músicas “Sonne”, “Amerika”, “Engel” e por fim, “Te Quiero Puta!”. Apesar da qualidade e das boas músicas da banda, fica aquela sensação particular de não ter sido surpreendido neste show. Como já foi dito, para quem nunca assistiu Rammstein ao vivo, fica garantida a sensação de diversão e inovação. Mas para quem já viu um show antes, fica o estranho sentimento de Déjà Vu.

Setlist:
1. Ramm 4
2. Reise, Reise
3. Hallelujah
4. Zerstören
5. Keine Lust
6. Feuer Frei!
7. Seemann
8. Ich Tu Dir Weh
9. Du Riechst So Gut
10. Mein Herz Brennt
11. Links 2-3-4
12. Ich Will
13. Du Hast
14. Stripped

Encore:

15. Sonne
16. Amerika
17. Engel
18. Te Quiero Puta!

Agradecimentos:
MoveConcert
Midiorama
Rebeca
Fotos crédito: Estúdio Gaveta e Marcos Hermes

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Sobre Tom Macedo

Mineiro, Tom Macedo foi para São Paulo ainda pequeno. Com sete anos de idade, ganha de um colega da primeira série uma fita K7. A fita em questão era Seventh Son of a Seventh Son do Iron Maiden, e o pequeno garoto se apaixona pelo estilo musical até então desconhecido. Hoje, Tom é guitarrista e compositor de uma banda, é fanático por Kiss e diferente de todos em São Paulo, adora um congestionamento só para ter mais tempo de escutar o bom e velho Rock and Roll.

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