James LaBrie: "há uma nova harmonia no Dream Theater"

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James LaBrie: "há uma nova harmonia no Dream Theater"

Traduzido por Nathália Plá | Fonte: Blabbermouth.net

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O vocalista James LaBrie do DREAM THEATER foi entrevistado na edição de 11 de setembro do programa de rádio de rede nacional Full Metal Jackie. Seguem alguns trechos da conversa. (cortesia do Loudwire.com)

Full Metal Jackie: Obviamente, o Mike Portnoy «baterista» foi uma parte integrante do DREAM THEATER desde sua origem, não alguém que pode ser substituído de forma simples, tipo, é só contratar um outro baterista. Em qual momento durante sua audição vocês souberam que o Mike Mangini seria o cara?

LaBrie: «Risos» Eu acho que após os três primeiros minutos. Não, quero dizer, ele veio com tanto entusiasmo e ele deixou bem claro, bem evidente para nós o que ele queria como que nos dizendo, "Eu estou vindo atrás disso e estou investindo tudo nisso e estou muito focado. Eu estou bem preparado e eu vou deixar irrefutavelmente óbvio para vocês que eu quero entrar nessa banda mais do que qualquer um e que eu mereço isso mais do que niguém". Nós tocamos três músicas de álbuns antigos e, é sério, depois da primeira música ficou tão óbvio que aquele cara era sem igual, ele era fora de série e acho que outra coisa foi que nos fez sentir à vontade foi que pareceu tão natural; simplesmente pareceu muito natural. Você podia olhar para ele, se já não estivesse olhando, e você simplesmente se deixava levar pela música e pela sensação que ele lhe dava, e era muito natural, você sentia a sinergia. Depois da audição brincamos dizendo que podíamos ter feito um show naquela mesma noite. Nós literalmente podíamos ter subido em um palco e feito um show, isso mostra o tanto que ele se ajustou e o tamanho do controle que ele teve ao tocar as músicas. Os outros bateristas eram fenomenais; os outros bateristas eram únicos à sua própria maneira. Todos eles tinham seu próprio estilo e sua própria interpretação, eram bateristas incríveis, mas a sensação que deu, foi a química certa, a forma como ele se entrosou com a gente conversando, ele é muito inteligente. Quero dizer, eu conheço o Mike Mangini há 13 anos e ele tocou em três dos meus álbuns solo, eu fui tão privilegiado de ter trabalhado com ele antes e eu sabia que ele seria um cara que iria dominar; ele ia tocar e eu tinha certeza de que ele ia deixar os outros caras de queixo caído e foi o que ele fez. Por causa disso, eu sei que houve um papo correndo por aí do tipo, "Bem, eu sei que assim que o Mike Mangini tocou que eles se fecharam para os outros bateristas e apenas se apresentaram a eles e os cumprimentaram", e eu possoo lhe dizer que todos nós mantivemos nossas mentes abertas ao ouvir os outros seis bateristas. Aconteceu que quando nós começamos a ver o que tinha acontecido e rever as audições de cada baterista, nós simplesmente sempre voltávamos ao Mike Mangini e tinha algo nele, era mágica.

Full Metal Jackie: James, a saída de alguém como o Portnoy, que assumia o controle de tantos aspectos do funcionamento do DREAM THEATER deve ter significado uma total reestruturação do mecanismo da banda. Uma reestruturação assim vem para melhorar e sair da complacência da rotina?

LaBrie: Sim, acho que sim. Acho que nos permitiu repensar na forma de nossa existência. Acho que uma coisa importante é que musicalmente nós tínhamos certeza e sabíamos o tipo de álbum que queríamos fazer quando entrássemos no estúdio e que acabou sendo o "A Dramatic Turn Of Events". A música nesse álbum, nós sabíamos que realmente queríamos voltar a nossas raízes e realmente queríamos recriá-las mantendo-as contemporâneas e obviamente novas. O que realmente nós colocou no mapa internacionalmente, que é o elemento progressivo e do heavy metal do DREAM THEATER mas de uma fora controlada e fazendo com que eles se completem de uma forma que cada um fale alto mas não exceda ao outro. Além disso, também sabíamos que há muitas atividades nos bastidores que fazem da banda o que ela é e há tantas coisas se passando, seja promoção, arte de capa, ou simplesmente afazeres cotidianos que precisam ser feitos e que permitem que uma banda permaneça na mente dos fãs e da indústria, tudo de uma forma bem positiva e sadia. Então, nós já sabíamos de cara que queríamos que fosse uma empreitada em conjunto a partir de então para que não houvesse só uma pessoa tomando as decisões; não era uma só pessoa assumindo as responsabilidades da banda porque isso tende a te deixar alheio ao que está se passando e podem haver tantos momentos em que algo pode lhe surpreender. Tipo, "Oh, eu não sabia que estávamos fazendo assim" ou "Eu não sabia o que estava acontecendo" ou "Eu não sei como isso foi acontecer". Então nós sabíamos que nós não queríamos jamais estar numa situação assim de novo.

Então a coisa mais importante para a banda é a transparência e o fato de que iríamos todos discutir qualquer atitude que seria tomada e foi ótimo e não foi complicado, é porque antes nós tínhamos uma visão diferente tipo, "Bem, se todos forem decidir, haverá muita gente querendo mandar", ou algo do tipo. E não houve nenhuma situação desse tipo. No pior dos caos, é algo que é facilmente discutido. Todos sabemos o que é melhor para a banda e todos sabemos o que queremos. No fim das contas queremos é sucesso e queremos continuar construindo isso para que fique cada vez maior e melhor.

Então somos capazes de discutir as coisas e manter um diálogo aberto e acho que por causa disso todos nos sentimos muito mais conectados e muito mais livres e tranqüilos e animados e acho que isso até se faz transparecer. Bem, a gente sabe que transparece porque os fãs estão falando disso, e parece que há toda uma nova harmonia acontecendo na banda, uma nova animação no palco e o papel de cada um está falando mais alto a ponto de você ver a banda e enxergar essa banda. Então eu acho que está tudo indo otimamente bem, sabe – tudo está nos levando a um lugar melhor.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no Loudwire.com.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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